Novos desdobramentos da investigação envolvendo o Banco Master provocaram reações entre candidatos à Presidência da República nesta quarta-feira (2). O caso ganhou repercussão após a divulgação de mensagens encontradas no celular do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e atribuídas, nos documentos da investigação, a um contato identificado como sendo do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
A divulgação ocorreu após o ministro André Mendonça, relator do caso no STF, determinar a quebra do sigilo da investigação na terça-feira (1º).
Entre os materiais divulgados está uma mensagem na qual Vorcaro teria questionado o interlocutor sobre a possibilidade de deixar o país antes de sua prisão. O conteúdo e a identidade atribuída ao contato ainda fazem parte das apurações.
O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que, caso as suspeitas sejam comprovadas e não sejam devidamente esclarecidas, Moraes não teria condições de permanecer no Supremo.
Já o ex-governador de Minas Gerais e candidato pelo Novo, Romeu Zema, fez críticas à atuação do STF e classificou a Corte como uma instituição desacreditada.
Ronaldo Caiado (PSD), ex-governador de Goiás e candidato à Presidência, defendeu o afastamento de Moraes do Supremo diante dos novos elementos revelados pela investigação.
Renan Santos, candidato pelo Missão, afirmou que pretende defender o impeachment do ministro. Augusto Cury (Avante), por sua vez, defendeu uma investigação considerada séria para esclarecer as suspeitas e apontar eventuais responsabilidades.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), que pretende disputar a reeleição, não havia se manifestado publicamente sobre os novos desdobramentos do caso até a publicação da matéria.
As mensagens divulgadas integram uma investigação em andamento. A identificação do interlocutor e o conteúdo das conversas ainda deverão ser analisados pelas autoridades responsáveis pelo caso.
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