O Bradesco fechou 324 agências e reduziu o quadro de funcionários em 2.448 pessoas entre junho de 2025 e junho de 2026. No mesmo período, o banco registrou lucro líquido recorrente de R$ 13,861 bilhões, alta de 16,2% em relação ao primeiro semestre de 2025.
Somente no segundo trimestre de 2026, 868 vagas bancárias foram extintas. Ao fim do semestre, a instituição contava com 79.699 funcionários.
Segundo o Bradesco, a redução da estrutura física está relacionada à mudança nos hábitos dos clientes. Atualmente, 98% das operações são realizadas por canais digitais, como aplicativo e internet banking.
O banco afirma que analisa o fluxo de cada unidade antes de decidir pelo encerramento, considerando fatores como demanda por atendimento presencial, custos de manutenção e a possibilidade de incorporar agências de menor movimento a unidades maiores.
A instituição também nega a existência de um programa coletivo de demissões. Em nota, informou que prioriza a alocação interna de profissionais, a mobilidade e o reposicionamento de funcionários sempre que possível. Clientes que necessitarem de atendimento presencial podem recorrer a agências próximas ou aos pontos da rede Bradesco Expresso.
Lucro cresce 16,2%
O lucro recorrente de R$ 13,861 bilhões registrado no primeiro semestre representa crescimento de 16,2% em um ano. Na comparação entre o primeiro e o segundo trimestre de 2026, o resultado avançou 3,5%.
O retorno sobre o patrimônio líquido ficou em 16%, 1,4 ponto percentual acima do registrado no mesmo período de 2025. Já a carteira de crédito expandida alcançou R$ 1,137 trilhão em junho, crescimento de 11,6% em 12 meses.
A base de clientes também aumentou. O banco registrou saldo positivo de aproximadamente 300 mil novos usuários no período, chegando a cerca de 110,4 milhões de correntistas.
Sindicato contesta redução de agências e funcionários
O Sindicato dos Bancários de São Paulo, Osasco e Região contestou a estratégia adotada pelo banco e afirmou que a redução de agências e trabalhadores pode aumentar a carga sobre os funcionários que permanecem na instituição e dificultar o acesso ao atendimento presencial.
A entidade também destacou dados do balanço do Bradesco. Segundo o sindicato, a receita com tarifas e serviços bancários chegou a R$ 15,8 bilhões nos últimos 12 meses, alta de 5%.
De acordo com a entidade, esse valor corresponde a 117% das despesas do banco com pessoal no período, considerando também os pagamentos referentes à Participação nos Lucros e Resultados (PLR).
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