As motocicletas são fundamentais para a mobilidade no Nordeste. Elas são utilizadas para deslocamentos diários, entregas, transporte por aplicativo, atividades rurais e viagens entre cidades. Essa elevada circulação também faz com que determinados modelos sejam mais procurados por criminosos, principalmente por causa da facilidade de revenda e da demanda por peças.
Mas quais são as motos mais roubadas em 2026 no Nordeste?
Até julho de 2026, não existe uma base pública única que apresente um ranking consolidado, por modelo, somando os nove estados nordestinos. As secretarias estaduais costumam divulgar números gerais de roubos e furtos de veículos, mas nem sempre detalham publicamente as ocorrências por motocicleta.
Por isso, a lista apresentada neste conteúdo deve ser entendida como um ranking estimado e preventivo, construído a partir de:
Levantamentos nacionais divulgados em 2026;
Ocorrências registradas no primeiro trimestre de 2026;
Dados operacionais de empresas de rastreamento;
Popularidade dos modelos no Nordeste;
Quantidade de motocicletas em circulação;
Procura por peças no mercado paralelo;
Características de utilização urbana e rural.
No levantamento nacional mais recente localizado, relativo ao primeiro trimestre de 2026, a Honda CG 160 apareceu em primeiro lugar, com 1.968 registros. Em seguida vieram Honda CG 150, Honda XRE 300, Yamaha XTZ 250, Yamaha Fazer 250, Honda CB 300 Twister, Honda PCX 150, Honda NXR 160 Bros, TVS Sport 110 e Honda CG 125.
Esse ranking não representa exclusivamente o Nordeste, mas ajuda a identificar os modelos que merecem maior atenção na região.
Ranking estimado das motos mais roubadas no Nordeste em 2026
Foto: Blog do Bruno Muniz
1. Honda CG 160
A Honda CG 160 é a principal candidata a moto mais roubada do Nordeste em números absolutos.
No levantamento nacional do primeiro trimestre de 2026, foram registradas 1.968 ocorrências envolvendo o modelo. O total foi muito superior ao da segunda colocada, a CG 150, que apareceu com 247 registros.
A linha inclui configurações como:
CG 160 Start;
CG 160 Fan;
CG 160 Titan;
CG 160 Cargo.
Por que a CG 160 é tão visada?
A CG 160 possui:
Grande frota em circulação;
Uso intenso em entregas;
Alta procura por peças;
Facilidade de revenda;
Mecânica amplamente conhecida;
Componentes aproveitáveis em diferentes versões;
Forte presença em cidades grandes e pequenas.
A liderança não significa necessariamente que cada unidade tenha o maior risco proporcional. Como existem muitas CGs circulando, é natural que elas também apareçam mais vezes nos registros absolutos.
Mesmo assim, o proprietário deve adotar proteção adicional, principalmente quando a motocicleta fica estacionada em via pública.
2. Honda NXR 160 Bros
A Honda Bros possui presença muito forte no Nordeste por se adaptar bem a:
Ruas irregulares;
Estradas sem pavimentação;
Uso urbano;
Deslocamentos rurais;
Trabalho diário;
Viagens curtas;
Transporte de carga leve.
No ranking nacional do primeiro trimestre de 2026, a NXR 160 Bros apareceu entre os dez modelos com maior número de ocorrências, totalizando 138 registros no período analisado.
Por que a Bros chama a atenção?
Os principais fatores são:
Boa aceitação no mercado de usados;
Componentes valorizados;
Facilidade de utilização urbana e rural;
Elevada presença no Norte e Nordeste;
Boa liquidez;
Procura por rodas, motor, suspensão e peças de acabamento.
Um levantamento nacional de 2025 também destacou a NXR 160 Bros como um modelo especialmente presente entre ocorrências nas regiões Norte e Nordeste.
3. Honda CG 150
Mesmo fora da linha atual de motocicletas novas, a Honda CG 150 ainda possui uma frota expressiva no Brasil.
No primeiro trimestre de 2026, ela apareceu na segunda posição do levantamento nacional, com 247 registros de roubo e furto.
Por que uma moto usada continua sendo visada?
Porque ainda existe demanda por:
Motores;
Tanques;
Rodas;
Painéis;
Sistemas elétricos;
Peças de acabamento;
Componentes mecânicos.
Motos mais antigas também podem possuir sistemas de segurança menos sofisticados e permanecer mais tempo estacionadas em locais abertos.
4. Honda Pop 110i
A Honda Pop é uma das motocicletas mais presentes em cidades do interior do Nordeste.
Ela é utilizada para:
Deslocamentos curtos;
Trabalho;
Pequenas entregas;
Atividades rurais;
Transporte econômico;
Uso comercial.
Sua popularidade, baixo consumo e manutenção simples favorecem a procura legítima, mas também podem aumentar o interesse por peças e unidades de origem criminosa.
A Pop nem sempre aparece entre as primeiras posições dos rankings nacionais de ocorrências, mas merece atenção especial no Nordeste devido à grande quantidade de unidades em circulação na região.
5. Yamaha XTZ 250 Lander
A Yamaha Lander combina uso urbano, rodoviário e fora de estrada.
No levantamento do primeiro trimestre de 2026, a Yamaha XTZ 250 apareceu com 186 ocorrências, ocupando uma das primeiras posições do ranking nacional.
Um levantamento operacional do Grupo Tracker sobre 2025 colocou a família Yamaha XTZ na liderança entre os modelos atendidos pela empresa, destacando a procura por Lander e Crosser, sua versatilidade e o valor das peças.
Por que a Lander pode ser alvo?
Valor de revenda elevado;
Boa procura no mercado de usados;
Rodas e suspensão valorizadas;
Uso em áreas urbanas e rurais;
Peças com valor significativo;
Facilidade para circulação em diferentes terrenos.
Como custa mais que uma moto urbana básica, o prejuízo em caso de roubo também tende a ser maior.
6. Honda XRE 300 e Sahara 300
A Honda XRE 300 apareceu na terceira posição do levantamento nacional do primeiro trimestre de 2026, com 201 ocorrências.
Embora a XRE tenha sido substituída gradualmente pela Sahara 300 na linha atual, ainda existe uma frota expressiva do modelo anterior.
Motivos que elevam o interesse criminoso
Alto valor de revenda;
Forte procura por peças;
Uso urbano e fora de estrada;
Boa aceitação no interior;
Motor e componentes valorizados;
Perfil de motocicleta desejado no mercado de usados.
A Sahara 300 é mais recente e pode não aparecer ainda com os mesmos números absolutos da XRE. Entretanto, seu valor de mercado e a compatibilidade de alguns componentes fazem com que o proprietário deva adotar cuidados semelhantes.
7. Yamaha Fazer 250 e FZ25
A Yamaha Fazer 250, atualmente relacionada à linha FZ25, apareceu com 183 registros no ranking nacional do primeiro trimestre de 2026.
O Grupo Tracker também colocou a Yamaha FZ25 na segunda posição de seu levantamento operacional referente a 2025.
Por que ela pode ser visada?
Alta aceitação entre motociclistas;
Bom valor de revenda;
Componentes mecânicos valorizados;
Uso diário;
Presença em entregas e deslocamentos urbanos;
Forte procura entre jovens.
Uma unidade estacionada repetidamente no mesmo local e horário pode se tornar um alvo mais previsível.
8. Honda Biz 110i e Biz 125
A Honda Biz é muito comum em capitais e cidades do interior nordestino.
Ela se destaca por:
Facilidade de pilotagem;
Economia;
Espaço sob o banco;
Uso por diferentes perfis de condutor;
Boa liquidez;
Manutenção conhecida.
A Biz não aparece necessariamente entre as primeiras posições dos levantamentos nacionais recentes. Entretanto, sua grande circulação no Nordeste aumenta a quantidade potencial de ocorrências.
Os proprietários devem ter atenção principalmente com estacionamentos em:
Centros comerciais;
Terminais de transporte;
Escolas;
Faculdades;
Hospitais;
Áreas de comércio popular;
Ruas próximas ao trabalho.
9. Honda CG 125
A Honda CG 125 apareceu na décima posição do ranking do primeiro trimestre de 2026, com 126 registros.
Embora seja uma motocicleta mais antiga, sua frota ainda é ampla.
Um levantamento nacional de 2025 destacou a CG 125 como um modelo com grande presença nas regiões Norte e Nordeste.
Por que continua sendo alvo?
Muitas unidades circulando;
Peças compatíveis e procuradas;
Mecânica simples;
Mercado de usados ativo;
Sistemas antifurto mais básicos em parte da frota;
Uso frequente no trabalho.
10. Honda CB 300F Twister
A Honda CB 300F Twister apareceu com 166 ocorrências no primeiro trimestre de 2026, ocupando a sexta posição nacional no levantamento divulgado.
A linha chama atenção por possuir:
Valor superior ao das motos urbanas básicas;
Visual esportivo;
Boa procura no mercado de usados;
Componentes de maior valor;
Forte presença entre motociclistas jovens.
O proprietário deve avaliar não apenas o risco de perda total, mas também a cobertura para peças, acessórios e danos provocados em tentativas de furto.
11. Yamaha Crosser 150
A Crosser pertence à família XTZ e possui características semelhantes às que tornam a Lander procurada:
Uso urbano;
Suspensão elevada;
Adaptação a vias irregulares;
Boa presença no interior;
Facilidade de utilização no trabalho.
No levantamento do Grupo Tracker referente a 2025, a família Yamaha XTZ apareceu na liderança das ocorrências atendidas pela empresa, abrangendo principalmente Lander e Crosser.
12. Honda PCX
A Honda PCX apareceu com 161 registros no primeiro trimestre de 2026, ficando entre as dez motocicletas mais roubadas ou furtadas no levantamento nacional.
A scooter possui:
Bom valor de mercado;
Componentes de acabamento valorizados;
Painel e sistemas eletrônicos;
Alta presença em regiões urbanas;
Facilidade de utilização no trânsito.
Sua circulação pode ser mais concentrada nas capitais e regiões metropolitanas do que em municípios menores.
Existe um ranking oficial exclusivo do Nordeste em 2026?
Até o momento, não foi localizado um ranking oficial consolidado que reúna os nove estados do Nordeste e apresente as ocorrências separadas por modelo.
Os registros são produzidos pelas secretarias estaduais, mas a forma de publicação varia.
Algumas divulgam:
Total de roubos de veículos;
Total de furtos;
Comparações mensais;
Recuperações;
Dados por município;
Dados por região policial.
Nem sempre há uma tabela pública com marca, modelo e ano da motocicleta.
Por esse motivo, qualquer conteúdo que apresente números exatos para todo o Nordeste sem informar a origem e o período dos dados deve ser analisado com cautela.
Roubo de moto e furto de moto são a mesma coisa?
Não.
Roubo
O roubo ocorre quando existe:
Violência;
Grave ameaça;
Arma;
Abordagem direta;
Intimidação da vítima.
Exemplo: o motociclista é abordado em um semáforo e obrigado a entregar a moto.
Furto
O furto ocorre sem violência ou ameaça direta.
Exemplo: a motocicleta é levada enquanto estava estacionada.
Essa diferença é importante porque algumas estatísticas somam roubos e furtos, enquanto outras apresentam os crimes separadamente.
Também é necessário verificar se o seguro contratado cobre os dois eventos.
Situação dos roubos de motos no Ceará
O Ceará registrou redução de 22,3% nos roubos de motocicletas durante os primeiros 11 meses de 2025, enquanto os furtos recuaram 14,5% no mesmo período, segundo balanço divulgado no estado.
Em 2026, a Secretaria da Segurança Pública do Ceará também divulgou redução nos roubos de veículos durante o primeiro quadrimestre.
Isso mostra uma tendência positiva, mas não significa que o risco deixou de existir.
Fortaleza e sua região metropolitana possuem:
Grande frota;
Trânsito intenso;
Alta quantidade de motos de trabalho;
Estacionamentos em via pública;
Circulação durante a noite.
Os proprietários de CG, Bros, Pop, Lander, XRE e Fazer devem manter cuidados adicionais.
Situação em Pernambuco
Pernambuco registrou redução nos roubos de veículos em dados divulgados pela Secretaria de Defesa Social. Em fevereiro de 2024, por exemplo, o estado apresentou queda de 11,9%, passando de 1.026 ocorrências no mesmo mês de 2023 para 904.
Em uma área monitorada de Boa Viagem, os registros de roubo de veículos passaram de 905 em 2024 para 788 em 2025, enquanto os furtos caíram de 698 para 614. Os números são locais e não representam todo o estado, mas indicam redução naquela área.
Recife e a região metropolitana exigem atenção especial em:
Semáforos;
Vias de ligação;
Áreas comerciais;
Estacionamentos abertos;
Regiões com grande movimento noturno;
Locais utilizados por entregadores.
Situação na Bahia
A Bahia possui uma das maiores frotas de motocicletas do Nordeste, com forte presença em Salvador, Feira de Santana, Vitória da Conquista e municípios do interior.
A Honda CG 160 possui elevada procura entre consumidores baianos, refletindo seu amplo uso na região.
Sem uma tabela pública estadual consolidada por modelo para 2026, não é correto afirmar uma ordem oficial específica. Entretanto, devido à quantidade em circulação, modelos como CG 160, Pop 110i, Bros 160, Biz e XRE/Sahara merecem maior atenção preventiva.
Motos mais visadas em Alagoas
Em Maceió e nos municípios do interior, o perfil tende a combinar:
Motos urbanas de baixa cilindrada;
Modelos usados no trabalho;
Trails para estradas irregulares;
Motonetas econômicas.
Entre os modelos que merecem atenção estão:
CG 160;
Bros 160;
Pop 110i;
Biz;
CG 150;
XRE e Sahara;
Lander.
Essa relação é preventiva e não representa um ranking oficial da Secretaria de Segurança Pública de Alagoas.
Motos mais visadas na Paraíba
João Pessoa, Campina Grande e cidades do interior possuem grande circulação de:
CG;
Pop;
Bros;
Biz;
Lander;
Crosser.
A elevada presença desses modelos aumenta tanto sua exposição quanto a procura por peças.
A análise deve considerar também o local específico onde a moto permanece estacionada.
Motos mais visadas no Rio Grande do Norte
Em Natal e na região metropolitana, motos urbanas e trails concentram a maior atenção.
Os proprietários de CG 160, Bros, Pop, XRE/Sahara, Lander e Fazer devem avaliar:
Seguro;
Rastreador;
Bloqueador;
Trava adicional;
Garagem fechada;
Alteração de rotas.
Motos mais visadas em Sergipe
Aracaju possui grande circulação de motocicletas de baixa e média cilindrada.
As famílias CG, Bros, Pop, Biz, Fazer e XTZ merecem atenção preventiva, principalmente quando utilizadas diariamente e estacionadas em áreas abertas.
Motos mais visadas no Maranhão
No Maranhão, as motocicletas possuem forte presença tanto na capital quanto no interior.
Modelos econômicos e adaptados a estradas irregulares possuem ampla circulação, incluindo:
Pop 110i;
CG 125, 150 e 160;
Bros;
XRE e Sahara;
Lander;
Crosser.
Em cidades menores, o risco pode estar relacionado não somente ao roubo com abordagem, mas também ao furto de motos estacionadas sem proteção adicional.
Motos mais visadas no Piauí
No Piauí, o uso de motos é intenso em atividades urbanas e rurais.
Pop, CG, Bros, Biz, XRE, Lander e Crosser estão entre os modelos que merecem maior cuidado devido à elevada circulação e à aceitação no mercado de usados.
Novamente, essa relação é preventiva e não representa uma classificação oficial por número de ocorrências.
Por que as motos populares aparecem mais?
Uma moto pode liderar os registros por dois motivos diferentes:
Possui risco individual elevado;
Existe uma quantidade muito grande daquele modelo circulando.
A Honda CG 160, por exemplo, também lidera as vendas nacionais. No primeiro semestre de 2025, foram emplacadas 224.750 unidades, seguida por Honda Biz, Pop 110i e Bros entre os modelos de maior volume.
Portanto, o número absoluto de roubos deve ser analisado junto com a frota.
Uma moto com 2.000 ocorrências e um milhão de unidades circulando pode apresentar risco proporcional diferente de um modelo com 200 ocorrências e apenas 20 mil unidades nas ruas.
Quais motos possuem maior risco proporcional?
Não existe uma resposta única para todo o Nordeste.
Modelos de média cilindrada podem apresentar menos ocorrências absolutas, mas maior risco proporcional devido a:
Menor frota;
Valor elevado;
Procura por peças;
Facilidade de revenda;
Interesse de grupos especializados.
Entre as motocicletas que merecem atenção proporcional estão:
Yamaha Lander;
Honda XRE 300;
Honda Sahara 300;
Yamaha FZ25;
Honda CB 300F;
Yamaha MT-03;
BMW G 310;
Motos esportivas.
O Grupo Tracker, usando sua própria base operacional de 2025, colocou XTZ, FZ25, XRE e CB nas primeiras posições, seguidas por modelos de maior valor como Yamaha MT-03, Yamaha YZF e BMW G 310.
Isso demonstra que rankings diferentes podem produzir resultados distintos conforme a base utilizada.
Por que os criminosos roubam motos?
Revenda da motocicleta
Algumas motos podem ser revendidas com documentação adulterada.
Desmonte para peças
Componentes podem ser vendidos separadamente, dificultando a identificação da origem.
Utilização em outros crimes
A moto oferece:
Agilidade;
Facilidade de fuga;
Circulação em vias estreitas;
Possibilidade de ocultação rápida;
Troca de placa.
Demanda por peças baratas
O consumidor que compra componentes sem procedência pode, mesmo sem perceber, financiar o mercado ilegal.
Facilidade de transporte
Uma motocicleta pode ser colocada rapidamente em:
Caminhonetes;
Furgões;
Caminhões;
Áreas fechadas.
Locais onde o risco pode ser maior
Os crimes podem ocorrer em diferentes ambientes, mas alguns contextos exigem maior atenção:
Semáforos;
Ruas pouco iluminadas;
Áreas próximas a comunidades;
Vias de acesso rápido;
Estacionamentos abertos;
Calçadas;
Portas de comércio;
Locais de entrega;
Próximo a faculdades;
Terminais;
Postos de combustível;
Ruas residenciais durante a madrugada.
Evite criar uma rotina completamente previsível.
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