“Investi nos meninos”: empresário chora ao relatar saída de dois jovens de 17 anos após fiscalização



Um empresário conhecido como José Motores apareceu bastante emocionado em um vídeo publicado nas redes sociais ao relatar uma situação que, segundo ele, marcou profundamente sua rotina profissional.

Com a voz embargada e lágrimas nos olhos, José contou que recebeu uma fiscalização do Ministério do Trabalho e que, após a vistoria, precisará desligar dois jovens de 17 anos que trabalhavam em sua retífica.

Segundo o empresário, os adolescentes estavam registrados e vinham sendo treinados por ele dentro da empresa. Mais do que funcionários, José afirma ter desenvolvido uma relação de carinho e confiança com os dois.

Investi nos meninos. São profissionais, são gente boa, uma equipe profissional”, declarou, visivelmente abalado.

Durante o vídeo, ele explica que poderá sofrer uma penalidade em razão da situação, mas deixa claro que o que mais lhe causa tristeza não é a possível multa.

Não importa a multa. O que importa é a presença dos meninos comigo”, afirmou.

Em determinado momento, José caminha até uma das máquinas onde os jovens trabalhavam. Ao mostrar o equipamento, ele não consegue conter a emoção e começa a chorar.

O empresário relata que treinou os adolescentes “de todo coração” e que sua intenção sempre foi ajudá-los a crescer profissionalmente e se tornarem pessoas de valor.

Hoje em dia, o cara formar cidadão é difícil”, desabafou.

José também ressaltou que, durante o período em que os jovens estiveram na empresa, procurou cumprir suas obrigações como empregador, afirmando que sempre pagou os funcionários “bem e em dia”.

A situação relatada por José reacendeu, nas redes sociais, uma discussão sobre os limites e as regras para a contratação de adolescentes. A legislação brasileira permite o trabalho a partir dos 16 anos, mas estabelece restrições específicas para menores de 18, especialmente conforme a natureza e as condições da atividade exercida.

O empresário, entretanto, concentrou seu relato principalmente no lado humano da situação: a tristeza de perder dois jovens que, segundo ele, foram treinados, ganharam experiência profissional e passaram a fazer parte de sua equipe.

O caso chamou atenção justamente pela reação emocionada do empresário, que terminou o relato demonstrando o quanto havia criado vínculo com os dois adolescentes.

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