| Foto: Bruno Muniz/Agreg Comunicação (Arquivo) |
Nesta quarta-feira (16), o Cartório do Registro Civil de Santa Cruz do Capibaribe voltou à registrar números preocupantes no que diz respeito à crise epidemiológica. De acordo com Aline Freire, responsável pelo cartório, houveram apenas nesta data, três atestados de óbito assinando a causa da morte como sendo provocadas por chikungunya, doença transmitida pelo mosquito Aedes aegypti.
No início deste mês, trouxemos uma matéria contendo dados oficiais do cartório, nele foi possível constatar um aumento de mais de 50% no número de óbitos registrados no município no mês de novembro. Ainda sobre os dados, a maioria dos óbitos foram notificados como sendo de causas desconhecidas, algo que chamou atenção dos responsáveis pelos registros de óbitos - relembre a matéria.
Ao que tudo indica, a grande maioria das vítimas ainda são os idosos, que por outros problemas de saúde, ou justamente pela idade avançada não registem às infecções e acabam falecendo.
Com o aumento das ações por parte Poder Público, o número de pessoas infectadas nas unidades de saúde diminuiu, bem como o crescimento dos casos confirmados. Em contrapartida, a seca, a temperatura do ar e o armazenamento de água de maneira irregular (favoráveis ao mosquito) ainda seguem favorecendo a proliferação do transmissor da dengue, chikungunya e também do zika vírus.
De acordo com especialistas, a população do Agreste só sentirá uma diminuição da crise epidemiológica entre o final de janeiro e o início de fevereiro do ano de 2016.
Ainda segundo informações obtidas durante a entrevista, uma equipe de televisão da região estará visitando o cartório ainda esta semana.
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