Romero Albuquerque responde a Daniel Coelho e reforça cobrança por investigação sobre cartazes contra Raquel Lyra



O deputado estadual Romero Albuquerque respondeu às declarações do candidato Daniel Coelho após a repercussão dos questionamentos feitos pelo parlamentar sobre os cartazes contra a governadora Raquel Lyra. Romero reforçou que não acusou Daniel de participação no episódio, mas levantou uma pergunta a partir da sequência de fatos tornados públicos nos últimos dias. Entre eles, citou a reportagem da Record com gravações sobre o suposto funcionamento de um “Gabinete do Ódio” ligado ao Governo de Pernambuco e o pedido de investigação apresentado pela campanha de João Campos.

Romero também destacou que personagens e perfis relacionados ao caso tiveram passagem ou ligação com o Governo. Um dos citados é o Bastidor.PE, perfil mencionado na ação da campanha de João Campos e que posteriormente divulgou os cartazes que deram origem à controvérsia. Para o deputado, a sucessão de acontecimentos não representa, por si só, prova contra Daniel ou qualquer outro envolvido, mas é suficiente para justificar questionamentos e uma apuração sobre a origem do material. 

Ao responder Daniel, Romero criticou o tom adotado pelo candidato diante dos questionamentos. O deputado afirmou que, caso Daniel não tenha participado do episódio, seu esclarecimento está registrado, mas avaliou que a reação com ataques e insultos não contribui para esclarecer os fatos. Segundo Romero, quanto mais uma pergunta sobre informações públicas provoca uma reação desproporcional, maior tende a ser o interesse da população em saber o que efetivamente aconteceu.

Para o parlamentar, a discussão agora deve sair da troca de acusações e se concentrar em uma questão objetiva: descobrir quem produziu os cartazes. Romero defende que sejam identificados quem imprimiu, distribuiu, instalou, fotografou e divulgou inicialmente o material, além de se investigar se existia alguma ação coordenada por trás do episódio. “Se não houve participação de Daniel e se não existiu ação coordenada, ótimo. A investigação servirá justamente para afastar qualquer dúvida sobre qualquer pessoa”, defendeu.

“Daniel, eu não fiz os cartazes, não fiz a reportagem e não inventei o Gabinete do Ódio. Eu fiz uma pergunta. Se você não tem nada a ver com isso, ótimo. Então menos ódio, menos nervosismo e mais investigação. Porque só existe um jeito de acabar com qualquer dúvida: descobrindo quem fez.”

Deixe seu comentário

Comentários ofensivos, preconceituosos e descriminatórios podem ser removidos pelos nossos administradores.

Postagem Anterior Próxima Postagem