O professor Menelau Júnior publicou um vídeo nas redes sociais comentando a polêmica envolvendo os novos patinetes elétricos disponibilizados em Caruaru. Na gravação, ele criticou episódios de depredação dos equipamentos e defendeu a necessidade de maior educação e senso de coletividade por parte da população.
Segundo o professor, vídeos publicados nas redes sociais mostram pessoas danificando os patinetes, incluindo um equipamento que, conforme relatou, teria sido jogado no Rio Ipojuca.
Durante a reflexão, Menelau citou a filósofa alemã Hannah Arendt e o conceito de “mundo comum”, utilizado para representar aquilo que não pertence exclusivamente a uma pessoa, mas que é compartilhado pela coletividade.
Para o professor, o fato de os patinetes pertencerem a uma empresa privada não justificaria atos de depredação. Ele argumentou que, embora a empresa possa ter condições financeiras para substituir os equipamentos danificados, o problema ultrapassa a questão econômica.
“Não é sobre o dinheiro para repor, não é sobre a empresa. É sobre nós”, afirmou.
Menelau também destacou que a destruição ou inutilização dos equipamentos acaba prejudicando outros usuários que utilizam os patinetes de maneira adequada.
Na sequência, o professor comparou a situação de Caruaru com cidades que possuem uma cultura consolidada de utilização de bicicletas, citando Amsterdã, na Holanda. Segundo ele, uma cidade moderna também depende de educação, civilidade e respeito pelos espaços e equipamentos compartilhados.
Ao final, Menelau afirmou que, além de investimentos em mobilidade urbana e equipamentos que podem contribuir para o meio ambiente, seria necessário ampliar a educação e o senso de coletividade.
“Talvez, mais do que equipamentos elétricos, que ajudam bastante na mobilidade, que ajudam o meio ambiente, talvez a gente precise de mais educação, de civilidade”, declarou.
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