Pai de criança morta atropelada se revolta com acordo de R$ 243 mil “Valor algum vai me calar”



Em um vídeo publicado recentemente nas redes sociais, Albertino da Silva Filho, pai de Guilherme, menino que morreu após ser atropelado em Bonfim Paulista, criticou o acordo firmado entre o motorista e o Ministério Público.

O motorista, Gustavo Perissoto de Oliveira, de 25 anos, confessou que dirigia acima da velocidade permitida, perdeu o controle do carro e deixou o local sem prestar socorro. Pelo acordo, ele deverá pagar R$ 243 mil à família, prestar serviços à comunidade e ficará proibido de dirigir por um ano e sete meses.

No vídeo, o pai afirmou que não foi avisado sobre a audiência e disse que a família não aceita o valor estabelecido.

“Valor algum vai me calar. E 243 mil não paga nenhuma lágrima derramada de cada um da minha família”, declarou.

O advogado Luís Felipe explicou que, no Acordo de Não Persecução Penal (ANPP), a audiência é realizada entre o Ministério Público e o acusado, sem a participação da vítima. Segundo ele, o valor da reparação parcial é definido pelo Ministério Público dentro do acordo.

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