O âncora do Jornal da Band, Eduardo Oinegue, criticou a atuação dos ministros Flávio Dino e Gilmar Mendes durante a sessão do Supremo Tribunal Federal (STF) que discutiu os desdobramentos do caso envolvendo Alexandre de Moraes e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
Em comentário publicado pela Band, Oinegue classificou Dino e Gilmar como uma espécie de “tropa de choque” de Moraes. Segundo ele, os dois ministros atuaram de maneira contundente durante a sessão, com críticas ao presidente do STF, Edson Fachin, e ao ministro André Mendonça.
Ao comentar o confronto entre Gilmar Mendes e André Mendonça, Oinegue afirmou que o decano do Supremo chegou a gritar e, nas palavras do jornalista, “urrou” contra o colega. Para o âncora, o comportamento de Gilmar teria ocorrido como se Mendonça e Fachin representassem uma ameaça ao próprio tribunal.
Na avaliação apresentada por Oinegue, porém, a principal ameaça estaria justamente no adiamento da discussão que considera central: a possibilidade de investigação envolvendo Alexandre de Moraes.
“Hoje a tropa de choque agiu e fez duas coisas. Fez Alexandre de Moraes ganhar tempo. E fez o Brasil perder tempo”, afirmou o jornalista.
O comentário ocorre após uma sessão marcada por fortes discussões entre os ministros. Durante os trabalhos, Flávio Dino pediu vista do processo, interrompendo a análise. O pedido ocorreu depois de um bate-boca entre Gilmar Mendes e André Mendonça.
Oinegue sustentou que o adiamento acabou postergando, em sua avaliação, aquilo que considera essencial: a apuração das suspeitas relacionadas a Alexandre de Moraes.
A sessão terminou sem uma decisão definitiva sobre o formato de análise dos casos envolvendo Moraes e Mendonça. O pedido de vista de Dino suspendeu o julgamento, que ficou com placar provisório de 4 votos a 3 na questão sobre a separação dos processos.
As críticas de Oinegue fazem parte de seu comentário jornalístico e refletem a interpretação apresentada pelo âncora sobre os acontecimentos registrados no plenário.
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