Durante o debate entre os candidatos ao Governo de Pernambuco, João Campos direcionou parte de sua fala para uma empresa de transporte ligada à família de Raquel Lyra, deixando em segundo plano a discussão sobre a administração estadual.
João afirmou que Raquel teria sido proprietária da empresa e associou sua participação à falta de direitos trabalhistas básicos, mencionando questões como 13º salário e recolhimentos previdenciários.
Raquel Lyra contestou as afirmações e classificou como falsas as informações apresentadas pelo adversário. Segundo ela, sua participação na empresa era de apenas 1% das cotas e não envolvia qualquer função administrativa.
A candidata afirmou ainda que deixou de ser sócia da empresa em 2016 e declarou que jamais administrou a companhia ou teria utilizado sua posição política para beneficiá-la.
Raquel também citou o encerramento das atividades da Rodoviária Caruaruense, empresa com mais de 70 anos de atuação e que encerrou as operações em 2026. Segundo a candidata, a companhia possuía cerca de 350 trabalhadores, que teriam recebido suas respectivas verbas rescisórias.
O episódio provocou um dos momentos mais tensos do debate, com Raquel questionando a utilização de um tema relacionado à sua família em uma discussão que tinha como objetivo apresentar propostas e discutir os problemas do Estado.
João Campos, por sua vez, manteve a abordagem sobre a empresa e continuou explorando o assunto durante sua participação, enquanto Raquel insistiu que sua relação societária minoritária não significava participação na administração da companhia.
O episódio evidencia uma das características recorrentes dos debates eleitorais: além das propostas para o futuro, os candidatos também utilizam acontecimentos relacionados à trajetória pessoal e política dos adversários para tentar confrontá-los publicamente.
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