Raquel Lyra questiona relação entre João Campos e servidor exonerado

Foto: Divulgação

A governadora de Pernambuco e candidata à reeleição, Raquel Lyra (PSD), voltou a se manifestar sobre a denúncia envolvendo um suposto “gabinete do ódio” que teria atuado contra o candidato ao Governo de Pernambuco João Campos (PSB). Em vídeo divulgado nas redes sociais, Raquel questionou a relação entre o ex-prefeito do Recife e Amisadai Andrade, servidor da Caixa Econômica Federal que estava cedido ao Governo do Estado e foi exonerado após aparecer em uma reportagem da TV Record.

Amisadai foi citado como integrante de uma suposta estrutura formada por páginas e perfis nas redes sociais que produziriam conteúdos críticos a João Campos. Segundo a reportagem exibida pela emissora, o servidor teria relatado a existência de reuniões com integrantes do Governo de Pernambuco e uma estratégia para reduzir a força política do candidato. O caso provocou reações de João Campos, que afirmou estar sendo alvo de ataques coordenados há mais de um ano e anunciou medidas judiciais.

Na manifestação divulgada por Raquel, a governadora chama atenção para uma relação anterior entre João Campos e Amisadai. O conteúdo recupera uma gravação em que o candidato aparece enviando uma mensagem de felicitações à família do servidor pela chegada de uma criança. A publicação também levanta questionamentos sobre uma empresa ligada a Amisadai que teria recebido recursos da Prefeitura do Recife durante a gestão de João Campos. Os detalhes sobre eventuais contratos, valores e períodos não foram apresentados no material divulgado pela governadora.

Raquel Lyra já havia negado qualquer participação na suposta estrutura de ataques e afirmou que Amisadai foi exonerado do cargo no Governo de Pernambuco. Durante sabatina, a governadora disse que queria provas de eventual contato do servidor com ela e afirmou que sua campanha também tem denunciado perfis que considera utilizados para ataques políticos.

O episódio ampliou a troca de acusações entre as duas campanhas durante a disputa pelo Governo de Pernambuco. João Campos sustenta que o caso deve ser investigado por envolver, segundo ele, possível utilização de estrutura e recursos públicos. Já Raquel Lyra afirma que não conduz sua campanha dessa forma e tem recorrido à Justiça contra o que classifica como ataques e disseminação de informações falsas.

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