Condenado a 120 anos por matar 3 pessoas em shopping volta a frequentarcinemas e locais públicos.


Mais de duas décadas após protagonizar um dos crimes mais chocantes da história recente do Brasil, Mateus da Costa Meira, de 51 anos, voltou a ser visto frequentando espaços públicos em Salvador, na Bahia. Condenado inicialmente a 120 anos de prisão pelo ataque armado ocorrido no Morumbi Shopping, em São Paulo, ele atualmente cumpre medida de tratamento psiquiátrico fora de uma unidade de custódia.

O ex-estudante de medicina ficou nacionalmente conhecido após entrar armado em um cinema do Morumbi Shopping, em novembro de 1999, e abrir fogo contra o público. O atentado resultou na morte de três pessoas e deixou outras nove feridas, causando comoção em todo o país.

Após a condenação, Mateus cumpriu parte da pena na Penitenciária de Tremembé, no interior de São Paulo. Em 2004, foi transferido para uma unidade prisional na Bahia, onde voltou a se envolver em um episódio de violência ao tentar matar um companheiro de cela utilizando uma tesoura.


Posteriormente, durante novo julgamento relacionado ao caso ocorrido na prisão, ele foi considerado inimputável em razão de transtornos mentais e transferido para um hospital de custódia para tratamento psiquiátrico.

Em 2024, a Justiça autorizou sua desinternação, determinando que o tratamento passasse a ser realizado em ambiente domiciliar, sob acompanhamento médico especializado.


Desde então, relatos sobre a presença de Mateus em locais de grande circulação de pessoas, como shoppings, cafeterias e salas de cinema em Salvador, têm gerado repercussão e dividido opiniões. Frequentadores afirmam sentir desconforto ao encontrar o autor do massacre em ambientes públicos, especialmente diante da gravidade dos crimes pelos quais ficou conhecido.

O caso voltou a ganhar destaque após novos registros de sua presença em estabelecimentos da capital baiana, reacendendo o debate sobre os limites das medidas de segurança, a aplicação da legislação para pessoas consideradas inimputáveis e o acompanhamento de indivíduos responsáveis por crimes de grande repercussão nacional.

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