![]() |
| Foto: Divulgação |
Fundo Garantidor de Créditos terá de arcar com R$ 4,9 bilhões referentes a 160 mil credores elegíveis da instituição
A liquidação extrajudicial do Banco Pleno ampliará para mais de R$ 50 bilhões o montante total de garantias a serem honradas pelo Fundo Garantidor de Créditos (FGC). O valor se soma aos processos já em curso envolvendo o Banco Master e o Will Bank.
Em comunicado divulgado após o anúncio do Banco Central do Brasil (BC), o FGC informou que o Banco Pleno possui uma base estimada de 160 mil credores elegíveis ao pagamento da garantia, totalizando R$ 4,9 bilhões.
Com isso, o impacto financeiro agregado alcança R$ 51,8 bilhões — resultado da soma dos R$ 40,6 bilhões referentes a investidores do Banco Master, dos R$ 6,3 bilhões vinculados ao Will Bank e agora dos R$ 4,9 bilhões do Pleno.
O montante não inclui as linhas emergenciais mobilizadas pelo Fundo no ano passado, quando se intensificaram os problemas de liquidez no conglomerado Master.
Capacidade financeira e plano de recomposição
Segundo dados mais recentes, o FGC dispõe de aproximadamente R$ 160 bilhões em patrimônio, dos quais cerca de R$ 125 bilhões estariam disponíveis para uso imediato.
Conforme noticiado pelo Broadcast, sistema em tempo real do Grupo Estado, o Conselho do Fundo aprovou um plano de recomposição que prevê a antecipação do equivalente a cinco anos de contribuições por parte das instituições financeiras. O cronograma ainda estabelece novos adiantamentos: 12 meses em 2027 e outros 12 meses em 2028, totalizando sete anos de contribuições antecipadas.
Até a semana passada, o FGC já havia desembolsado R$ 37 bilhões em garantias aos credores do Banco Master — mais de 90% do total devido.
No caso do Will Bank, o Fundo decidiu antecipar o pagamento aos investidores com até R$ 1 mil a receber, operação estimada em R$ 200 milhões. Os demais credores aguardam a consolidação da base definitiva pelo liquidante.
O Will Bank integrava o conglomerado do Banco Master, mas teve liquidação decretada apenas em janeiro. Já o Banco Pleno havia sido vendido em 2025 a um ex-sócio do Master, não integrando mais formalmente o grupo à época da decretação da liquidação.
Com informações do Estadão Conteúdo.

Postar um comentário
Comentários ofensivos, preconceituosos e descriminatórios podem ser removidos pelos nossos administradores.