Santa Cruz do Capibaribe já registra os primeiros reflexos de um cenário econômico mais desafiador no setor de confecções. Pelo menos seis grandes galpões voltados para a comercialização de roupas encerraram oficialmente as atividades no final de 2025, movimentando discussões entre comerciantes, empresários e trabalhadores ligados ao polo.
Os fechamentos ocorreram de forma gradual ao longo dos últimos meses do ano passado, mas se tornaram mais evidentes com o início de 2026. Os galpões funcionavam como importantes pontos de venda no atacado e no varejo, reunindo dezenas de marcas e gerando fluxo constante de compradores vindos de várias regiões do país. O fechamento dessas primeiras unidades acende um debate sobre a solidez dessa modalidade de negócio.
De acordo com informações apuradas, o encerramento desses espaços está ligado a fatores como queda no volume de vendas, aumento dos custos operacionais e mudanças no comportamento de compra, especialmente com o avanço das vendas online. O Blog do Bruno Muniz apurou que parte dos empresários optou por concentrar operações em outros formatos de comercialização ou reduzir estruturas físicas para minimizar despesas.
O impacto imediato já é sentido na cadeia produtiva local, que envolve desde pequenos confeccionistas até serviços indiretos, como transporte, alimentação e hospedagem. Embora ainda não haja um levantamento oficial sobre perdas de postos de trabalho, o fechamento dos galpões gera preocupação quanto à manutenção da atividade econômica em torno do setor.
Especialistas e representantes do comércio local avaliam que o momento exige atenção e planejamento, destacando a importância de adaptação do polo às novas dinâmicas de mercado. O debate agora gira em torno de estratégias para manter a competitividade do setor de confecções, considerado um dos principais motores econômicos da cidade.

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