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| Foto: Divulgação |
O procurador-geral da República, Paulo Gonet, arquivou um pedido de investigação contra o ministro do Supremo Tribunal Federal Alexandre de Moraes. A decisão, divulgada nesta segunda-feira (12), considerou que não há provas concretas para sustentar as acusações de que o ministro teria pressionado o Banco Central sobre a fiscalização do Banco Master e que um contrato de sua esposa com o banco seria irregular.
A apuração, solicitada pelo advogado Ênio Martins Murad, buscava verificar suspeitas de que Moraes teria pressionado o presidente do BC, Gabriel Galípolo. Gonet afirmou que tanto o ministro quanto Galípolo negaram a ocorrência, mantendo a narrativa no “campo das suposições”. Sobre o contrato de R$ 129 milhões entre o Banco Master e o escritório de advocacia de Viviane Barci de Moraes, esposa do ministro, o procurador concluiu não haver indícios de ilegalidade, classificando-o como um negócio jurídico privado.
A decisão pelo arquivamento foi assinada por Gonet três dias após o pedido, em 27 de dezembro, com a justificativa de “absoluta ausência de lastro probatório mínimo”. O caso referente ao Banco Master resultou na prisão do ex-diretor Silvinei Vasques e envolve investigações sobre descontos ilegais em benefícios do INSS.

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