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| Imagem Ilustrativa |
De acordo com o mais recente monitoramento da Agência Pernambucana de Águas e Climas (APAC), 58 dos 184 municípios pernambucanos enfrentam atualmente situação de seca extrema. O cenário inclui riscos de grandes perdas agrícolas e pastoris, mortandade animal, ameaça à subsistência de comunidades rurais, escassez grave de água e restrições severas de uso.
Além desses, outros 45 municípios estão em seca grave, 38 em seca moderada e 43 em seca fraca. A persistência de chuvas abaixo da média tem agravado os indicadores em todo o estado.
Regiões mais afetadas
No Sertão e no Agreste, houve avanço da seca extrema e intensificação das secas grave e moderada. Já a Zona da Mata e o Litoral, inclusive a Região Metropolitana do Recife, registraram o surgimento de seca de fraca intensidade, um fenômeno incomum para essas áreas.
Segundo a meteorologista da APAC, Aparecida Fernandes, o aumento das temperaturas nos meses de novembro e dezembro piorou significativamente a situação. “Além da falta de precipitação, houve um aumento da evapotranspiração, que seca tanto os pequenos reservatórios quanto a vegetação”, explicou.
Reunião para prognóstico
Nesta terça-feira (20), a APAC e representantes de outros estados do Nordeste se reúnem para elaborar um prognóstico dos próximos meses e avaliar medidas de enfrentamento à estiagem.
Municípios em seca extrema
A lista inclui cidades como Petrolina, Santa Cruz, Araripina, Serra Talhada, Arcoverde, Belo Jardim, Brejo da Madre de Deus e Santa Cruz do Capibaribe, entre outras distribuídas principalmente no Sertão e Agreste.
A situação exige atenção de gestores públicos e da sociedade civil, com possíveis impactos no abastecimento de água, na produção de alimentos e na qualidade de vida das populações atingidas.

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