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| Foto: Divulgação |
A Conferência das Nações Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP30), marcada para ocorrer em 2025 na cidade de Belém, enfrenta uma crise que ameaça não apenas sua realização plena, mas também a legitimidade de seus possíveis desdobramentos. A alta especulação imobiliária e os preços abusivos de hospedagem, que, em alguns casos, chegam a US$ 700 por noite, vêm desestimulando a participação de delegações internacionais e representantes da sociedade civil.
A Áustria foi o primeiro país a oficializar a ausência de seu chefe de Estado no evento, alegando "limitações orçamentárias" diante dos custos praticados. Grandes empresas, por sua vez, cogitam cancelar sua presença e articulam um manifesto conjunto contra as tarifas consideradas abusivas.
O problema vai além da logística. Segundo as regras da Organização das Nações Unidas (ONU), a validade de qualquer acordo firmado durante a conferência depende da presença de ao menos dois terços dos 198 países-membros. Caso o número de participantes não atinja esse quórum mínimo, as decisões tomadas poderão carecer de validade legal e diplomática, colocando em risco o principal encontro climático global do ano.
Em meio à crescente preocupação internacional, a presidência da COP30 emitiu um apelo para que os países e instituições "não abandonem Belém". Em contraponto, a prefeitura da capital paraense minimizou a crise. Um dos secretários municipais declarou que o foco do debate se desviou do tema central, o clima, para questões relacionadas à hotelaria, e afirmou que a conferência “acontecerá em Belém, queira sim, queira não”.

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