| Foto: Bruno Muniz (Arquivo) |
Em 2012, quando Edson Vieira (PSDB) pediu a Santa Cruz “Uma Chance”, teve que escolher na época um vice forte. Dimas Dantas era sem dúvidas o melhor nome naquele momento. Tinha experiência política, como vereador, presidente da Câmara, era tido como um político sério e honesto. Pelo fato de ter passando um tempo no grupo 'Taboquinha' e ter sido rotulado de um dos poucos aliados de Toinho do Pará (PHS), Dimas conquistou votos importantes do eleitorado que votou em Toinho e que estavam revoltados com a ala dos Maias. Dimas vestiu ainda a camisa da campanha da “chance”, onde mesmo tendo desligado-se do grupo por um tempo, era considerado um 'Boca Preta' da gema.
Já a chapa taboquinha, onde José Augusto Maia (PROS) não era mais considerado “o mesmo Zé”, não foi feliz na escolha do seu vice. Na época seria necessário alguém para combater o discurso do adversário, que explorou os pontos negativos do Maia, principalmente na questão do desvio do dinheiro público. Dr. Nanau, mesmo vindo do ninho boca preta, tendo disputado uma campanha para prefeito, inclusive contra o próprio Zé, não acrescentou quase nada a chapa taboquinha.
Fala-se muito que um vice é apenas uma figura decorativa em uma campanha e também na administração, porém, na realidade ele pode interferir positivamente ou negativamente no resultado de uma eleição.
O vice na chapa Taboquinha para a disputa de 2016 não foi uma escolha, mas sim uma imposição. Primeiro foi imposto pela ala Maia um dos filhos de Zé, Thallys Maia, mas como não foi discutido com todo grupo, alguns setores não o aceitaram, principalmente o vereador Galego de Morinha, que pela segunda vez vinha pretendendo ocupar a vaga. Então Galego chorou, ameaçou deixar o grupo. Para não perder mais um aliado, tanto Zé como Fernando Aragão, tiveram que aceitar Galego como vice na chapa.
Pelo que já deu para sentir, um dos pontos que a Oposição irá atacar será a má utilização e o desvio do dinheiro público da atual administração, mesmo que esses mesmos atos tenham sido cometidos pela administração taboquinha. Então por não ter participado diretamente da administração de José Augusto e Toinho, e de certa forma ter uma imagem de político ético e honesto, Fernando poderá usar esse discurso. O mesmo não pode se dizer com relação ao atual pré candidato a vice na chapa de Oposição. Isso reforça a tese de que Fernando precisaria de um vice que tivesse sua ficha limpa, sem deixar um contra discurso da Situação. Certamente, esse nome não poderia ser uma pessoa ligada diretamente aos Maias, excluindo assim, os filhos de José A. Maia.
Por outro lado, Edson Vieira que teve um “céu de brigadeiro”, nos três primeiros anos de administração, poderia ter o privilégio de escolher qualquer nome para compor sua chapa, já que contava com altos índices de aprovação popular. Porém a situação hoje é bem diferente. A Oposição deixou para atacar no último ano da administração Vieira, mostrando as falhas e dificuldades enfrentadas por Edson. Podemos dizer que houve alguns erros que poderiam ser evitados, mas tiveram outros que foram decorrentes das dificuldades enfrentadas pelo país e que irá atingir todos os prefeitos em exercícios que tentarão a reeleição. É tanto que recentes pesquisas realizadas mostram que a maioria do eleitorado afirma que irá votar em candidato da Oposição.
Isso faz com que Edson saia de sua zona de conforto e seja obrigado a escolher novamente um vice com o perfil de Dimas Dantas, que não seja da cozinha de prefeito, para passar credibilidade ao mostrar as ações e também contra-atacar o discurso da Oposição, alguém que possa convencer o eleitorado que a chance dada a Edson não foi em vão e que é importante continuar. Alguém disso, que tenha uma reputação e um capital político próprio e não apenas ser um boca preta fiel, tem que ter a confiança do eleitorado. Não irei citar nomes, mas cada um tem a capacidade de identificar a pessoa ou as pessoas que gozam dessas qualidades.
Se de um lado o prefeito enfrenta o peso de defender sua administração em meio às dificuldades pelas quais passa a maioria das prefeituras, a Oposição enfrenta as dificuldades de tocar uma campanha com poucos recursos e sem uma união sólida.
Por: Marcel Aquino

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