Plano Nacional de Cultura Exportadora é lançado em Santa Cruz do Capibaribe

''Esse Polo não foi produto de incentivo de governos, esse Polo foi fruto da capacidade empreendedora'', afirma Armando Monteiro em lançamento do PNCE em Santa Cruz do Capibaribe
Fotos: Bruno Muniz
Na manhã desta sexta-feira (22), aconteceu na casa de eventos 'Cellebre', em Santa Cruz do Capibaribe, o lançamento do Plano Nacional de Cultura Exportadora (PNCE). A iniciativa visa atrair o interesse do mercado regional e exterior para a exportação de produtos e serviços.

Na ocasião, estiveram presentes diversas personalidades da política regional e nacional, bem como vereadores, prefeitos e deputados. Além destes, esteve presente também um dos responsáveis pelo lançamento do PNCE, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Armando Monteiro.


O empresariado também marcou presença na apresentação do plano, onde toda uma programação para os mesmos preparada para o período da tarde ainda nesta sexta-feira, com palestras e esclarecimentos de dúvidas.

Haverá para estes micro, pequenos e médios empresários de Santa Cruz do Capibaribe, Caruaru e Toritama, um trabalho de capacitação amplo, preparando-os para o processo de exportação. Este trabalho de exportação internacional será feito através do Projeto de Extensão Industrial Exportadora (PEIEX), este executado pela Universidade Federal de Pernambuco (UFPE).


Como funcionará o PEIEX

Após serem avaliadas pelos equipes de pesquisa, as empresa receberam uma ajuda técnica de primeira instância, diagnosticando assim os processos compostos no segmento de produção e produto final pronto para exportação.

Na segunda fase, haverá a implantação de melhorias nos produtos que respectivamente serão exportados, nesta etapa, o empresário contará com uma consultoria de inteligência comercial, podendo assim identificar os pontos mais promissores para exportar os seus respectivos produtos.


Em seu discurso, o prefeito de Santa Cruz do Capibaribe, Edson Vieira (PSDB) falou da importância do PNCE ser lançado no município, além da relevância que o mesmo terá para com todo o Polo Confeccionista.
''Esta ação aqui em Santa Cruz do Capibaribe, mostra o potencial econômico para nossa região, o nosso Polo de Confecções. Um polo que é exemplo para todo país com a cultural do seu povo. Com este plano, que possamos ter novas ferramentas para abranger um mercado ainda maior do que já estamos abrangendo.

Algumas empresas já fazem isso, mas se nós não tivermos o apoio incondicional; seja do Governo Federal, do Governo Estadual e do Governo Municipal, vai ficar neste plano apenas, vai ficar uma ação regionalizada'' ressaltou o prefeito.
Edson também aproveitou para citar o Moda Center Santa Cruz e o Calçadão Miguel Arraes de Alencar com um marco na cadeia comercial da região, afirmando que os polos oferecem qualidade em seus produtos, e assim, o conceito padrão já esta inserido no segmento confeccionista local, exportar será apenas o próximo passo evolutivo deste setor.


Ao falar sobre o PNCE, Armando Monteiro foi enfático ao dizer que o plano apenas aproxima o empresário regional do consumidor exterior, neste sentido, o ministro desvirtuou o debate político da construção de uma economia local mais forte, atribuindo os feitos aos alcançados pelos Polo de Confecções aos próprios micro, pequenos, médios e grandes empresários.
''Queria que a minha primeira palavra pudesse traduzir a avaliação de que o Brasil vive um momento difícil, nós sabemos do momento de forte retração da atividade econômica. O nosso Ministério diante deste cenário entendeu que havia um canal muito óbvio neste momento, que é a Exportação. Quando a gente perde demanda - e eu estou falando aqui para empresários - quando a nossa clientela fica menor, o que nós temos que buscar primeiro é contratar demanda, buscar novos clientes, é prospectar novos mercados.

Exportação nada mais é do que uma forma de contratar demanda externa, e o Brasil tem agora uma oportunidade muito rara que não é fruto da ação de ministros nem ações da política comercial brasileira, mas é fruto de uma medida muito importante que foi feita nesse país, que foi o realinhamento do Câmbio.

Durante muito tempo com aquela moeda muito valorizada, o produto brasileiro era muito caro lá fora, e por outro lado o produto importado ficava muito barato. E embora reconheçamos todas as desvantagens que o produtor brasileiro tem, associados aos problemas de logística, infraestrutura e custo tributário, o Brasil hoje compensa através do realinhamento do Câmbio para ser um exportador.

Então, neste momento a exportação não é um mero slogan, não é um chamamento vazio, a exportação é um canal irrecusável para aquelas empresas que querem manter e ampliar os seus negócios. Através do Plano Nacional de Cultura Exportadora nós identificamos o Polo de Confecções com um grande potencial, porque nós que conhecemos o Polo, podemos acompanhar a saga, a luta deste setor e que não contou com o apoio governamental, esse Polo não foi produto de incentivo de governos, esse Polo foi fruto da capacidade empreendedora, da perseverança, da luta dos empresário do Agreste de Pernambuco'', concluiu Armando Monteiro.


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