Um dos líderes do PCC é preso em prédio de luxo no Recife




Uma operação da Polícia Civil de Pernambuco, deflagrada nesta quinta-feira (15), prendeu Renato Henrique do Carmo, conhecido como “Gordinho”, suspeito de integrar o Primeiro Comando da Capital (PCC). Ele foi localizado em um prédio de luxo no Cais José Estelita, na área central do Recife.

A operação também resultou na prisão da delegada Maria Virgínia Grimwood Pinto, lotada na Polícia Civil do Pará, capturada em Brasília.

Segundo as investigações, Renato já havia sido preso em janeiro de 2025, suspeito de liderar a expansão do PCC na praia de Muro Alto, em Ipojuca, no Litoral Sul de Pernambuco. Na ocasião, ele estaria utilizando uma identidade falsa. Posteriormente, obteve liberdade por decisão judicial, mediante monitoramento por tornozeleira eletrônica.

De acordo com a Polícia Civil, a análise de dados extraídos do celular apreendido durante a investigação contribuiu para identificar possíveis integrantes e colaboradores da organização criminosa. O grupo é investigado por supostamente atuar no tráfico de drogas, na lavagem de dinheiro e em práticas de corrupção para ampliar sua presença no Nordeste.

A apuração conduzida pela 1ª Delegacia de Polícia de Repressão ao Narcotráfico identificou indícios de uma estrutura com divisão de tarefas, uso de documentos falsos, movimentações financeiras por meio de terceiros e empresas formalmente constituídas, além de operações bancárias incompatíveis com a capacidade econômica declarada dos investigados.

As análises financeiras apontaram movimentações superiores a R$ 14 milhões.

Denominada Operação Sinalagma, a ação cumpriu três mandados de prisão e 11 mandados de busca e apreensão. Também foram determinadas medidas de sequestro de bens e bloqueio de ativos financeiros, expedidas pela Vara Criminal da Comarca de Ipojuca.

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