Natural dos Estados Unidos, Grayson vive no Brasil há cerca de nove anos. Nos últimos seis meses, ele residia com a esposa e os filhos em Viamão, na Região Metropolitana de Porto Alegre. Antes disso, a família passou por cidades dos estados de São Paulo e Santa Catarina.
Moradores da região de Águas Claras, onde a família vivia, relataram que o norte-americano atuava como missionário ligado a uma igreja próxima da comunidade rural. Nas redes sociais, ele se apresentava como “cantor cristão” e mantinha poucas publicações em seu perfil.
Testemunhas também relataram comportamentos que chamaram a atenção da vizinhança. Segundo um morador, Grayson costumava defender que o homem deveria exercer autoridade absoluta dentro da família, afirmando que mulheres e filhos deveriam ser submissos às suas decisões.
Além da morte de Oliver, a Polícia Civil apura a possibilidade de que os três irmãos mais velhos da criança também tenham sido vítimas de agressões. Para aprofundar as investigações, o Ministério Público solicitou prontuários médicos de hospitais das cidades por onde a família passou, com o objetivo de verificar a existência de registros anteriores de violência.
A Promotoria também acionou a Interpol para investigar se o missionário possui antecedentes criminais nos Estados Unidos antes de sua mudança para o Brasil.
A mãe das crianças também foi presa no decorrer das investigações. As autoridades buscam esclarecer toda a dinâmica dos fatos, identificar possíveis episódios anteriores de violência e apurar o grau de responsabilidade de cada um dos envolvidos.
O caso provocou forte repercussão e segue sendo investigado pelas autoridades gaúchas.
Postar um comentário
Comentários ofensivos, preconceituosos e descriminatórios podem ser removidos pelos nossos administradores.