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| Foto: Divulgação/Redes Sociais |
O prefeito do Recife, João Campos (PSB), se pronunciou na noite desta segunda-feira (26) sobre a denúncia de que o secretário de Articulação Política e Social da Prefeitura do Recife, Gustavo Queiroz Monteiro, teria sido alvo de monitoramento por parte da Polícia Civil de Pernambuco. A denúncia foi divulgada no domingo (25) pela imprensa.
“O que está em jogo não é a polícia investigar, mas fazer isso da forma certa. Eu não tolero corrupção, mas também não tolero perseguição”, afirmou o gestor municipal.
A Polícia Civil confirmou a existência do monitoramento e informou que a apuração teve início a partir de uma denúncia de suposto recebimento de propina por parte do secretário. Segundo a corporação, o foco da investigação era um veículo da frota da Prefeitura do Recife utilizado por Gustavo Monteiro.
Em declaração mais contundente, João Campos afirmou que houve irregularidades graves na condução do caso. “Foi revelado que inquéritos foram desarquivados por interesse eleitoral. Perseguições sem ordem judicial, sem inquérito, sem boletim de ocorrência, sem nenhuma formalidade. Rastreador sendo colocado em carro oficial da prefeitura sem ordem judicial. Isso é criminoso. Isso é um absurdo”, disse.
O prefeito também questionou quem teria autorizado as ordens relacionadas à suposta espionagem e cobrou a formalização do arquivamento do caso, que teria sido anunciado pelo secretário de Defesa Social de Pernambuco, Alessandro Carvalho.
De acordo com o governo estadual, a suspeita surgiu a partir de uma denúncia anônima que relatava o uso de um veículo oficial por um servidor municipal em um possível esquema ilícito.
A denúncia aponta ainda a existência de um grupo de WhatsApp com participação de policiais civis, no qual agentes e delegados trocavam informações sobre a rotina do secretário. A Secretaria de Defesa Social (SDS) confirmou a existência do grupo, denominado “Nova Missão”.
Conforme o relato, o veículo da frota da prefeitura utilizado por Gustavo Monteiro era acompanhado desde a saída de sua residência até o retorno no período da noite.
Ao finalizar, João Campos destacou que o episódio não ficará sem resposta. “Isso não passará impune. Não vale tudo para disputar uma eleição”, concluiu.
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