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| Foto: Divulgação/Redes Sociais |
Na COP30, o debate sobre o combate às emissões de carbono ocorre em meio a uma contradição evidente: os equipamentos que garantem o funcionamento da conferência também estão entre os maiores emissores de poluentes.
Dentro da Blue Zone, área mais restrita do evento, onde chefes de Estado e negociadores discutem as políticas climáticas globais, o calor amazônico é controlado por sistemas de ar-condicionado operando no máximo. O conforto térmico de autoridades e delegações depende de uma infraestrutura intensiva em energia, mantida por geradores movidos a diesel.
De acordo com informações apuradas pela imprensa, a conferência utiliza 160 geradores, responsáveis por fornecer cerca de 80.000 kVA de energia. Cada um deles libera toneladas de gases de efeito estufa, justamente o tipo de emissão que os participantes buscam reduzir nas negociações.
A reportagem identificou mais de 30 praças de máquinas, algumas com até 20 unidades operando simultaneamente, espalhadas pelo complexo do evento. O resultado é simbólico: enquanto se debatem metas ambientais e estratégias de descarbonização, nuvens de carbono são liberadas pelos escapamentos que mantêm o ar-condicionado gelado e as luzes acesas no principal palco da política climática mundial.

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