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| Foto: Divulgação |
Vinte e quatro horas após a captura por forças israelenses, integrantes da flotilha humanitária Global Sumud Flotilla permanecem incomunicáveis e sem acesso ao suporte diplomático. O grupo, composto por ativistas de diferentes nacionalidades, foi detido no porto de Ashdod, em Israel, após tentativa de alcançar a Faixa de Gaza.
De acordo com informações oficiais, diplomatas brasileiros tentaram por duas vezes obter autorização para visitar os 12 integrantes da delegação brasileira detidos, mas o acesso foi negado sob a justificativa de que os ativistas estavam sendo interrogados. Segundo relatos de familiares, não foi permitido contato dos detidos com a embaixada do Brasil.
Além dos brasileiros, também foram detidos 30 espanhóis, 22 italianos, 21 turcos, 12 malaios, 11 tunisianos e 10 franceses, além de cidadãos dos Estados Unidos, Reino Unido, Alemanha, México e Colômbia.
O episódio gerou manifestações em diversos países. Em Lisboa, centenas de pessoas protestaram em frente à embaixada de Israel e ao Museu de Design (Mude), onde ocorria um evento, em repúdio à detenção dos ativistas.
Conforme a legislação israelense, os membros da flotilha podem ser deportados até 72 horas após a emissão da ordem, podendo também optar pela expulsão voluntária. Em junho deste ano, quatro dos 12 ativistas a bordo de uma embarcação semelhante aceitaram essa opção após interceptação.
A ação ocorre em meio à intensificação do conflito na Faixa de Gaza. Desde 16 de setembro, Israel conduz uma ofensiva terrestre com o objetivo declarado de eliminar o último reduto do grupo Hamas, responsável pelo ataque que deixou cerca de 1.200 mortos em território israelense em 2023. A operação militar provocou o deslocamento de mais de um milhão de pessoas e resultou em dezenas de mortes diárias, segundo dados locais, muitas delas de civis. Estimativas apontam que mais de 66 mil palestinos, incluindo mulheres e crianças, já foram mortos desde o início do conflito.

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