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Acusados de assassinato contra o garoto Flânio Macêdo passam por julgamento

Após três adiamentos do júri, familiares da vítima alegam não terem mais condições financeiras de comparecessem ao tribunal, no Recife.
Foto: Víctor Silva
Após ser adiado por três vezes, teve início na última quinta-feira (27) o julgamento dos acusados de matarem em um ritual de magia negra o garoto Flânio Macêdo da Silva. 

Durante o dia os acusados foram questionados sobre a atuação no sequestro e sobre o ritual que assassinou Flânio Macêdo da Silva. Estes negaram participar do crime e afirmaram que não conheciam e nunca tinham visto a criança.

Um destaque foi para o depoimento de Edileuza Maria que primeiro confessou, detalhou todo o crime, disse estar arrependida e posteriormente negou tudo dizendo está sendo pressionada a mentir.

Edileuza Maria, uma das acusadas que inclusive anteriormente havia confessado e detalhado o crime alegando que estava arrependida, voltou atrás em sua versão negando tudo. A mesma afirmou que estava sendo coagida a mentir sobre o caso.

Ainda de acordo com informações relatadas em tribunal, os acusados do crime afirmam que sofreram tortura policial para que na época afirmassem que possuíam participação no crime.

Um dos casos que chama atenção sobre o julgamento é que dos familiares do garoto Flânio Macêdo, apenas uma tia e o seu esposo estiveram presentes, Os demais familiares alegaram que não tinham mais condições financeiras de ir ao Recife já que o julgamento foi adiado três vezes, fazendo com que os mesmos apenas gastassem recursos sem qualquer resolução.

A sessão foi presidida pelo juiz de Direito e titular do 4° Tribunal do Júri do Recife Dr. Abner Apolinário da Silva. A acusação está a cargo do promotor Dr. Edvaldo Souza e o advogado assistente de acusação Dr. Laelson Teixeira.

O advogado Alexandre Almeida, defensor de um dos acusados conversou com o repórter Víctor Silva, correspondente do Blog do Bruno Muniz nesta ocasião:
"Diante da repercussão que foi lá em Brejo, em Santa Cruz a gente vê com atenção essa questão. Houve todos aqueles princípios de motim, a população na tentativa de linchar os acusados fazendo um julgamento precipitado com base no depoimento de uma pessoa que a gente vê que não goza das faculdades mentais de forma plena e hoje isso foi mostrado aqui no tribunal do júri", disse o Dr. Dr. Alexandre Almeida, advogado do acusado Genival Rafael Costa, vulgo "Pai Véi".
O caso
Foto: Divulgação
Flânio Macedo desapareceu no dia 1º de julho de 2012, quando saiu de casa, na Travessa Ana Maria da Conceição, por volta das 6h, para carregar frete na feira. Depois de procurar a polícia e a imprensa, parentes souberam que ele tinha sido visto na Zona Rural, empurrando a carroça que usava para trabalhar e, na frente, ia um homem em uma bicicleta.

O corpo do garoto foi encontrado dez dias depois, já em estado de decomposição, no Sítio Camarinhas, um local de difícil acesso e, segundo a polícia, conhecido por receber rituais macabros. A cabeça do menino estava a cerca de um metro de distância do corpo e sem os olhos. Os braços e as pernas estavam amarrados e ele estavam sem roupas.

Perto do corpo de Flânio havia objetos usados em rituais de magia negra, como bonecos de vodu, penas, ossos, velas, panelas e comida. A carroça que o menino utilizava para fazer os fretes também estava no local.



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