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Secretário do Governo de Pernambuco teme aumento de conflitos violentos com o acesso a armas

Foto: Divulgação
O decreto de flexibilização das armas é assinado, justamente, quando o Governo de Pernambuco consegue, com investimento recorde no aparato policial, diminuir os homicídios no Estado. Caso haja, realmente, uma grande procura pela posse de armas, os números podem voltar a crescer, especialmente nos crimes banais e de proximidade, quando o agressor conhece a vítima. Como medida de segurança pública, o decreto não é vantajoso, segundo o secretário de Defesa Social, Antônio de Pádua.

De acordo com o balanço do Pacto Pela Vida divulgado no início desta semana, 70% dos homicídios ocorreram em decorrência do tráfico de drogas. Os outros, variam. Três por cento foram latrocínio. Os outros 23% são de conflitos na comunidade, questões afetivas e feminicídio.
“Esses são os que acontecem quando as pessoas têm armas em casa. Uma briga de bar, uma ação tomada de cabeça quente. Tanto, que normalmente ocorrem no final de semana, tendo a bebida alcoólica como acelerador”, demonstra o secretário.
Ele analisa que as pessoas têm uma noção errada de que vão proteger a família se tiverem armas. Quando, na verdade, a está colocando em perigo. Ele explica que as pessoas que têm um revólver ou uma pistola em casa se tornam, automaticamente, alvo de bandidos.
“Eles têm interesse nisso. E é nessa tentativa de roubo que uma morte acontece.” O posseiro precisaria ser extremamente ágil, pois, caso haja crianças em casa, é preciso colocar a arma de fogo em um cofre, de acordo com a lei. Não escondê-la bem poderia causar uma tragédia ainda maior entre os pequenos. 
“Num prazo de 10 anos, tempo para quanto vale o documento de posse, a habilidade de manusear um revólver pode mudar. Assim como o contexto em que a pessoa vive e sua condição psicológica (ver página 10)”, argumentou. “Primeiro o tempo para revalidar a posse era de três anos. Em vez de diminuir, aumentou para cinco e, agora, dobrou. Nesse tempo, até os antecedentes criminais da pessoa podem mudar.”
Pádua detalha ainda a posse das armas. Quando se compra uma arma, ela tem endereço certo para ficar. Não é possível transportá-la.
“Nem se for da sua residência para uma casa de praia, por exemplo. Ou para um estabelecimento comercial que você tiver. Se a pessoa se mudar, precisa de autorização da Polícia Federal para, em um horário específico, transportá-la. Caso contrário, a pessoa estará cometendo um crime inafiançável e perdendo a arma. Pela lei, a posse não permite que a pessoa fique carregando a arma por aí.”
Secretário

O secretário de Defesa Social de Pernambuco, Antônio de Pádua, promoveu em 2018 a maior redução de homicídios em Pernambuco desde a criação do Pacto Pela Vida em 2007. É formado em Direito pela UFPE e delegado da Polícia Federal desde 2003, onde ocupou a chefia da Delegacia de Repressão a Entorpecentes.

Com informações da Folha de PE


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