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"Me sinto humilhada", diz professora em manifesto contra salários atrasados em Santa Cruz do Capibaribe

A questão salarial de professores em Santa Cruz do Capibaribe continua sendo um assunto no topo das discussões públicas. O atraso de salários dos profissionais da educação e de outros setores tem gerado uma série de desabafos em redes sociais, sendo a maioria deles em tom de extrema revolta e descontentamento.

Em um dos desabafos mais recentes, este feito na última sexta-feira (18), uma professora lamentou a demora nos repasses que deveriam ser feitos pelo Governo Municipal de Santa Cruz do Capibaribe e como a classe é ignorada pela referida gestão. Confira o texto abaixo:
"Eu fico me segurando pra não me envolver em polêmicas ou em 'disse me disse'. Mas, chega uma hora que ficamos cansados... E é assim que me sinto diante do fato de hoje dia 18.01.2019 (13° dia útil) ainda não ter recebido meu salário de dezembro. Me sinto humilhada por não estar podendo honrar meus compromissos em dia... Férias? Descanso? Não da minha parte... Não posso me dá a esse luxo. O que queria apenas era pagar minhas contas, ter o dinheiro de voltar aos meus médicos, fazer meus exames e comprar meus remédios. Mas, nem isso posso fazer. Ter ao mínimo uma vida digna. E aí louvo aos colegas professores que graças a Deus tem uma segunda renda.

É doloroso você ver que nem sua medicação você pode comprar. Que esse monte de exames irão continuar aqui na gaveta. Ânimo pra começar o ano letivo? Pra investir em decoração de sala ou lembrancinhas pra meus alunos? Não tenho. Em reunião com os nossos superiores o pagamento deve sair daqui para quarta da outra semana. Mais uma semana sem medicação, sem tratamento médico. Que situação chegamos, quando você olha para os dois lados e não sabe o que fazer.

Choro por me sentir humilhada, desrespeitada, desvalorizada. Minha ansiedade fica aos picos porque não conseguir honra com meus débitos, que são pouquíssimos e de pessoas que sabem quem sou. Mas, me ver precisando ir à médicos urgente e não poder. Esse sentimento tinha que colocá-lo para fora, porque aqui dentro está doendo demais. Ha, antes que alguém venha falar de lado "A" ou "B", eu não sou uma cor, nem um partido. A única bandeira que defendo é a da educação, essa é minha camisa e minha luta. Eu sou professora, educadora e ser humana", lamentou.
Embora tenha publicado a nota no Facebook, em modo público, o Blog do Bruno Muniz optou por preservar a identidade da professora tendo em vista preservar a exposição generalizada da mesma.


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