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Bronzeamento com fitas pode apresentar riscos, aponta especialista

Imagem meramente ilustrativa
Ignorando os riscos que podem existir por trás de um procedimento que não dispõe do aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) ou de algum outro órgão de saúde, a prática do bronzeamento com biquíni de fita adesiva vem se tornando comum entre o público feminino, apesar de ser desaconselhado por dermatologistas.

Ao se submeter a tal procedimento estético, a contadora Adriana Fernandes, 37, acabou tendo insolação e queimaduras pelo corpo, no último dia 2 deste mês. O serviço de bronzeamento natural em fita foi contratado pelas redes sociais, devido à promoção de um pacote de R$ 80 que oferecia, hidratação, esfoliação, banho de lua e gel refrescante. O procedimento varia em média R$ 150 a R$ 220.

O local da aplicação ocorreu no quintal de uma casa, e a responsável pelo pacote, não fez qualquer pergunta sobre o estado de saúde da cliente, e também não mostrou quais produtos seriam utilizados durante a sessão de bronzeamento.

Assim como Adriana, muitas mulheres têm sido vítimas desses “profissionais” que oferecem, nas redes sociais, ou até mesmo nas calçadas do centro de Manaus, um resultado fantástico, por um preço acessível, sem mostrar os verdadeiros riscos do procedimento.

O bronze natural com fitas, a última tendência e talvez a mais perigosa entre os tipos de bronzeamentos artificiais, segundo os dermatologistas, pode ser encontrado em páginas de classificados por até R$ 40. O retorque ainda sai mais barato, geralmente por R$ 30.

Cuidados

De acordo com a dermatologista Adriana Mariano, as mulheres que se sujeitam a esse tipo de bronzeamento precisam ficar cientes do risco que correm ao realizar esse procedimento em lugares que não apresentam as devidas instalações clínico-sanitárias. Segundo a especialista, todo cuidado é pouco quando se trata de bronzeamento, ainda mais quando é feito artificialmente.
“O bronzeamento artificial, principalmente aqueles de câmera, é proibido por lei. Esses que são feitos com exposição direta ao sol, nas lajes das residências, oferece variados riscos. As pessoas estão totalmente desprotegidas. Entre os danos provocados à pele, estão a queimadura de segundo grau, insolação e até mesmo um câncer de forma crônica”, destaca.
A médica explica que essas situações são comuns após o bronzeamento, devido ao uso de ativadores ao invés de filtros solares, fato que provoca além de queimadura, o envelhecimento precoce da pele. A temperatura da região amazônica também contribui para esse tipo de bronzeamento intenso.
“Esses produtos passados na pele, são ativados pelo sol e queimam mais ainda. Dependendo do tipo de pele, o dano pode ser bastante significativo. É preciso cautela. Não é proibido se expor ao sol, mas desde que esse ato seja feito de forma protegida. O bronzeamento pode demorar com filtro, pode, claro, mas evitará que a pessoa tenha problemas posteriores”, observa.
A médica chama a atenção para o fato de que a pele é dividida em seis fototipos, e que alguns deles nunca bronzeiam. A identificação desses fototipos é feita somente pelos dermatologistas. O mais complicado para o bronzeamento são os de peles claras. A orientação, nesse caso, é sempre usar filtros solares específicos. Quem quiser se expor ao sol, deve usar no mínimo protetores solares com fator a partir de 30.


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