.

Imitando Jesus Cristo — Por Tiago Xavier

Imagem: Blog do Bruno Muniz
‘O discípulo não está acima do seu mestre…’ (Evangelho segundo são Mateus 10.24,25)
Mateus está narrando sobre a autoridade de Jesus Cristo diante dos milagres ocorridos na Galiléia, especificamente, na cidade de Cafarnaum (cf. Mt. 9.1; Mc. 2.1). Essas narrativas têm, ou seja, em todo o evangelho de Mateus, o objetivo de esclarecer e oferecer com detalhes que o Senhor Jesus Cristo é o Messias de Israel. A introdução deste evangelho apresenta uma genealogia de Jesus Cristo esclarecendo assim esse objetivo (Mat. 1.1-7), ou seja, a justificativa d’Ele ser descendente de Davi e de Abraão. Uma pesquisa histórica é construída e afirmada nas palavras deste evangelista. Salientando que Mateus escreve para judeus; a composição deste evangelho é compreensível à mente hebraica. O dr. Jakob Van Bruggen chega a afirmar, com as palavras de Eusébio que ‘Mateus fez um relato estilizado das histórias na língua hebraica... ’[1]. Na passagem específica, nos versos 24 – 33 Mateus esclarece como deva ser a imitação da pessoa de Cristo. De fato, isso deva ser um exercício diário na vida cristã. Isso requer uma semelhança e piedoso temor a Cristo e ao Seu evangelho, pois durante o conflito com este mundo, muitas terão as dificuldades encontradas por todos aqueles que se propuserem a serem discípulos na seara de Cristo. As palavras centrais deste discurso são ‘discípulo e mestre’. O Senhor Jesus Cristo as utilizou a fim de esclarecer como deva ser a vida dos seus seguidores ao anunciar o evangelho. Os discípulos devam cultivar a sabedoria e a prudência diante da rejeição do evangelho neste mundo (cf. 10.16). Para que assim, possam exercer o caráter de Cristo em sua vida pessoal de discípulo.

O Mestre deva ser imitado.

Nos versos 24, 25 – Logo de início encontramos uma ordem estabelecida por Cristo, da seguinte maneira ‘O discípulo não está acima do seu mestre… ’. Esta ordem, de nunca se colocar acima de seu mestre, se concretiza no discípulo, quando o mesmo procura ser semelhante, temeroso e seguidor ao seu mestre, conforme os versos seguintes desta passagem (cf. 24 - 33). A palavra ‘mestre’, neste contexto, se relaciona a Jesus e os discípulos como uma imitação em sofrimento. Este sofrimento consiste em o discípulo (cf. 25) ‘ser como o seu mestre, ’. O que Mateus esclarece é que a imitação de Cristo é uma escolha natural no curso da vida do discípulo. Mateus revelou que a imitação do discípulo à pessoa de Jesus Cristo deva está presente em qualquer que seja as situações da peregrinação nesta tão breve e passageira vida. Pois se chamaram o mestre Jesus Cristo de Belzebu, ou seja, maioral entre os demônios, quanto mais aos seus domésticos, ou, seus servos? (cf. 25).

Imitar a Cristo tem, conforme o texto, o objetivo de ‘… não está acima do seu mestre… ’. Em sua peregrinação, o discípulo deva mostrar sua submissão a Cristo. O que identificou o discípulo foi à imitação que ele traz em si do Seu Mestre. É isso que está sendo ensinado neste texto; Que o discípulo não pode esquecer que ele está abaixo do Seu Senhor. O discípulo é alguém que recebe ordens; Ser como o Seu mestre é, antes de tudo, submeter a si mesmo ao Seu Senhor. Também significa receber para si, desafios em meio a perseguições e sofrimentos. No evangelho segundo João 15.20,21; o Senhor Jesus Cristo exorta aos seus discípulos a lembrar deste ensinamento. Ele diz:

(Jo 15:20 [JFA-RA(Pt)]) “Lembrai-vos da palavra que eu vos disse: Não é o servo maior do que o seu senhor. Se a mim me perseguiram, também vos perseguirão a vós; se guardaram a minha palavra, guardarão também a vossa”. (Jo 15:21 [JFA-RA(Pt)]) “Mas tudo isto vos farão por causa do meu nome, porque não conhecem aquele que me enviou”.

As palavras de Jesus Cristo, no evangelho de João esclarecem dois detalhes que também o Senhor quer afirmar neste verso da passagem de Mateus. Primeiro, que os discípulos seriam certamente perseguidos por causa do evangelho. E segundo, que quando aqueles evangelizados pelos discípulos se convertessem a Cristo, certamente esses ouvintes guardariam as palavras do evangelho pronunciadas pelos discípulos. Certamente, a crença no evangelho é importantíssima no destino eterno do pecador. No entanto, nem todos se disponibilizarão em crer no Evangelho anunciado pelos discípulos de Cristo. Por exemplo, quando a mensagem do evangelho é rejeitada, não é por culpa do discípulo que ela é rejeitada mais, conforme as palavras de Cristo no evangelho de João são por causa da incredulidade em aceitar que Jesus Cristo veio ao mundo enviado por Deus. É por isso que o profeta Isaías no 53.1, escreve: ‘Quem deu crédito à nossa pregação? E a quem se manifestou o braço do Senhor? Literalmente, a tradução é: ‘Quem creu na mensagem que ouvimos?’. Quando Isaías afirma ‘Quem… ‘, ele está acusando diretamente, a Israel de incredulidade acerca da mensagem da pregação do Messias. Aqui está anunciada a tragédia; a tragédia de Israel não acreditar na palavra da pregação do evangelho do reino de Deus. O significado de ‘braço forte’ representa a salvação iniciada por Deus, em libertar a esses incrédulos. Por isso devemos entender que aqueles que ouvem e obedecem ao Evangelho de Cristo, nos dias de hoje, são frutos do chamado do Senhor para a salvação. Aqueles que ouvem e creem no Evangelho de Cristo, são, sem dúvida alguma, as ovelhas perdidas do povo de Deus, espalhados, por este mundo, que encontrou em Jesus Cristo e no Seu evangelho, a reconciliação com Deus. Pois quem ouvir os discípulos acerca de Cristo, ouvem a sentença do Evangelho. (...)

[1] BRUGGEN, Jakob Van; CRISTO NA TERRA; Ed. Cultura Cristã; pp. 51,52.

Por Tiago Xavier


Comentários pelo Facebook
0 Comentários pelo Blog

Ao escrever seu comentário, certifique-se que o mesmo não possui palavras ofensivas (palavrões), calúnia e difamação contra ninguém, pois, caso haja, ele poderá ser banido por nossos moderadores, desejando manter a ordem e respeito a usuários e terceiros citados nas publicações.

Para mais informações consulte as nossas Políticas de Uso