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Caso de bullying contra aluno deficiente gera revolta no Agreste



Moradores de Capoeiras, no Agreste, a 206 quilômetros do Recife, cobram das autoridades uma resposta a um caso de bullying na cidade, motivo para um protesto realizado na última sexta-feira (2). Um grupo de estudantes da Escola de Referência em Ensino Médio (Erem) Nossa Senhora do Perpétuo Socorro constrangeu um colega e recebeu repúdio após o ataque. O momento, registrado em vídeos, foi disseminado na internet e incentivou outros alunos a irem às ruas. Até o domingo (4), entretanto, não eram conhecidas ações efetivas para responsabilizar os autores do constrangimento, e circulavam informações de que a vítima, um garoto negro e com problemas mentais, não quer mais ir às aulas.

Nas imagens divulgadas na internet, o adolescente vítima de bullying aparece em meio a colegas e depois se encosta numa parede sob uma intensa gritaria. O incidente teria ocorrido na quinta-feira e, no início da tarde da sexta-feira, houve o protesto. No sábado, foram divulgadas informações atribuídas a um irmão do estudante que sofreu bullying, de que ele estaria “desmotivado e triste”.

Em nota oficial, a Erem Nossa Senhora do Perpétuo Socorro em Capoeiras confirmou que um dos adolescentes da instituição "foi vitima de atitude constrangedora praticada por colegas e cujo vídeo está circulando nas redes sociais". Ainda segundo a nota, o caso ocorreu no momento do almoço, quando os professores não estavam em sala de aula e os demais funcionários organizavam a entrada de alunos no refeitório. 
"Reafirmamos o compromisso da instituição com a formação integral do estudante e que nenhum funcionário da escola nunca foi e nem está sendo omisso tampouco conivente com qualquer atitude discriminatória contra alunos”, ressalta a nota, acrescentando que o colégio “está tomando todas medidas necessárias junto à família do aluno, aos órgãos competentes de proteção ao menor, gerência, Secretaria (Estadual) de Educação e alunos envolvidos”.
Também em nota, o Conselho Tutelar de Capoeiras informou que “foram tomadas as medidas cabíveis, e os encaminhamentos necessários”, reforçando que “bullying é crime e está sujeito a punição prescrita em lei”. Até o fechamento desta edição a Polícia Civil de Pernambuco (PCPE) não tinha registro de ocorrência relacionada ao caso de bullying em Capoeiras.

Com informações do Diário de Pernambuco


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