Homens que fizeram a historia de Santa Cruz do Capibaribe - Iª Parte

Major Negrinho - Francisco Antônio Aragão “padrinho Aragão”, nasceu em Ipu (CE) aproximadamente no ano de 1835. Chegou a Santa Cruz do Capibaribe (PE) na segunda metade do século 19. Casou-se no Ceará com dona...(?).

Desse matrimônio, nasceu:

4.8.2.1 José Theodoro Aragão “Major Negrinho”, nasceu no estado do Ceará em 1860 e faleceu em Pernambuco em 1930. Agricultor, criador e, sobretudo negociante, ocupa lugar de destaque na história econômica de Santa Cruz do Capibaribe (PE). Furou caminhos pelo interior em cima do lombo de burros e cavalos, a negociar. Assim começou a fazer seu patrimônio.

Muito empreendedor, criou uma empresa de beneficiar algodão e um curtume em Santa Cruz, nos tempos em que a industrialização brasileira engatinhava (fins do século 19).

Negociava com ouro novo e velho, feijão, peles, sola, lã, algodão em caroço e em pluma, miudezas, fazendas em grosso e a varejo, ferragens, secos, molhados e outros. E ainda emprestava dinheiro a juros e sem juros, difundindo o crédito na região.
Sua casa comercial em Santa Cruz (na Avenida Padre Zuzinha, nº. 136) tinha o curioso nome de “O Bolo”, certamente por conta da variedade de mercadorias que oferecia. Em 1896, já possuía quatro casas de negócio: O Bolo, o “negócio do Recife” (referida em seus balanços), a usina do algodão e o curtume.

Muito organizado e avançado para a época, ele mesmo fazia a cada ano o balanço de suas empresas, espécie de relatórios da Contabilidade gerencial de hoje, documentos cujos originais estão com Margarida Aragão, sua neta, 80 anos de idade (2006), memória perfeita, arquivo vivo da história local. De citadas peças se extraiu a maior parte destes dados.

A ruína financeira dele teria resultado de furto de que teria sido vítima no Recife no início do século 20, levando-o ao mal psíquico que o seguiu até a morte. Por mais de 20 anos, como tipo popular, desfilou sua angústia pelas ruas de Santa Cruz, a denunciar “ladrões” e a deixar aqui e ali suas tiradas de bom humor e de rasgos filosóficos. “O mundo se acabando e povo duvidando” foi à frase que mais divulgou como comunicador.
José Theodoro Aragão.

Major Negrinho foi um dos fundadores da banda da cidade de Santa Cruz do Capibaribe – PE, fundada em outubro de 1900. José Theodoro Aragão deixou descendentes espalhados por Santa Cruz e outras cidades, seguem, em sua maioria, sua vocação, alguns com raro sucesso. Em suas fantasias, jamais se libertou de sua vocação empresarial. Foi ele um dos troncos básicos da família Aragão.

José Theodoro Aragão casou-se em 21 de agosto de 1882 com Rosa Maria Cardoso que morreu de parto deixando nove filhos, desse matrimônio, nasceram:

4.8.2.1.1 Manoel Theodoro Aragão;
4.8.2.1.2 Cezário Abílio Aragão;
4.8.2.1.3 Nicolau Teodoro Aragão;
4.8.2.1.4 João Teodoro Aragão;
4.8.2.1.5 Cecília Aragão Limeira;
4.8.2.1.6 Malaquias Cardoso Aragão, caçula;
4.8.2.1.7 Amélia Aragão;
4.8.2.1.8 Maria Aragão;
4.8.2.1.9 Pedro Aragão.

Por: Arnaldo Vitorino

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