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CPI que investiga faculdades irregulares em Pernambuco deverá se reunir esta semana com o MEC

Foto: Asscom Alepe
Esta previsto para esta semana (data à ser confirmada), um encontro entre a Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) da Assembleia Legislativa de Pernambuco (Alepe) e Aloísio Mercadante, ministro da Educação (MEC).

O encontro com o ministro Aloísio consiste em exigir punição para instituições de ensino do Estado que não cumprem nem condizem com o segmento educacional regular, além de solicitar junto ao representante da educação nacional, uma solução para os alunos que foram lesados.

As investigações feitas pela Comissão da Alepe já duram cerca de um mês, na oportunidade foram constatadas diversas irregularidades em duas instituições, a princípio. A Funeso (Fundação de Ensino Superior de Olinda) e a Fadire (Faculdade de Desenvolvimento e Integração Regional) tiveram ações civis públicas abertas em desfavor das mesmas, ambas são investigadas por oferecer cursos de graduação quando eram na verdade de extensão, terceirização de cursos e venda de diplomas, não necessariamente nesta ordem.

Ainda neste cenário de investigações, serão quebrados os sigilos bancário e fiscal dos proprietários das instituições, a ideia é poder assegurar o ressarcimento dos alunos diante de uma possível punição contras às entidades.

Esta semana, o presidente da CPI, deputado Rodrigo Novaes (PSD) firmou que ''há fraude'', o parlamentar tem se mostrado bastante preocupado com a situação, onde decidiu com os demais membros da Comissão, levar os casos até o Ministério da Educação (MEC), para que de maneira mais rápida e eficaz as investigações obtenham um resultado satisfatório. Para Rodrigo, as instituições fazem parte de uma 'rede' a qual o mesmo denominou como 'criminosa'.
“Há uma rede criminosa atuando no País em ensino superior. Há fraude, estelionato. No Estado, a Funeso e a Fadire são os dois braços da Uninacional, de Brasília, que atuam em conjunto com outras instituições não credenciadas pelo MEC”, ressaltou. 
De acordo com um levantamento feito pela Comissão, cerca de 40 mil alunos podem ter sido lesados pelas instituições educacionais fraudulentas.

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