Deputada Raquel Lyra corre risco de perder o mandato

Foto: Alepe
Voltando com a série Política do Polo, nossa coluna vai tratar hoje de Caruaru, maior município do Agreste e que também integra as cidades do Polo das Confecções.

A Capital do forró e também do Mestre Vitalino, protagoniza uma das maiores dores de cabeças para o governador Paulo Câmara (PSB). Câmara terá que demonstrar habilidades políticas para resolver as questões locais e não perder esta importante cidade. A cidade hoje está dividida, não entre candidaturas de oposição ao governo, mas o que é mais complicado, que é a divisão na própria base. Existem dois interesses distintos. De um lado o prefeito José Queiroz (PDT), que não poderá disputar porque já está no seu segundo mandato. Contando com uma boa aprovação popular, Zé Queiroz tem toda condição de eleger seu sucessor, mas que até o momento não sinalizou quem seria seu escolhido. Do outro lado temos a família Lyra, que tem como líder o ex-governador João Lyra, que já lançou sua filha e herdeira política, a deputada estadual Raquel Lyra (PSB).

Será uma equação difícil de ser resolvida, pois Queiroz e Lyra não se entendem há algum tempo e certamente precisará da interferência do governo do estado. Recentemente o PSB  sinalizou apoio à deputada Raquel Lyra e afirmou o a sigla terá candidatura própria na Capital do Forró. Porém o nome da deputada não tem o apoio da maior liderança atualmente, que é o atual prefeito Zé Queiroz. Então a sigla recuou e não fechou a questão.

Como será uma decisão delicada, deverá passar pelas mãos do governado Paulo Câmara, que certamente tem planos de ver o seu partido no comando de Caruaru, mas que também não pode ir de contra o atual prefeito. A família Lyra está disposta a brigar pela indicação do PSB em torno do  nome de Raquel para concorrer à prefeitura e caso isso não ocorra até final desse mês, já estão com o plano ''B'', que seria a mudança de partido. Porém se optarem pela segunda opção, pela atual legislação, a deputada corre risco de perder o seu mandato. De acordo com a lei eleitoral existe a janela que garante o troca-troca de partido num período de 30 dias que antecede o prazo de filiação partidária para concorrer às eleições, mas apenas no último ano do mandato corrente. O que não é o caso de Raquel, cujo mandato só acaba em 2018. Isso significa se caso a deputada mude de partido, o PSB poderá entrar na justiça pedindo seu mandato, com base na lei de fidelidade partidária.

Sem dúvidas Raquel Lyra é uma grande revelação na política de Caruaru e do estado, mas por azar pode ser prejudicada por essas picuinhas entre os Lyras e os Queiroz.

| Marciel Aquino |

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