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Eleições 2016: Blog entrevista os pré-candidatos Edson Vieira e Dida de Nan

Prefeito falou sobre administração, economia, campanha e escolha do vice
Fotos: Paulo Henrique (Blog do Bruno Muniz)
Na manhã desta sexta-feira (15), o Blog do Bruno Muniz esteve entrevistando o atual prefeito de Santa Cruz do Capibaribe, Edson Vieira (PSDB), em sua residência. A entrevista foi a quarta e última da série de entrevistas com os pré-candidatos que visam a administração do município pernambucano pelos próximos quatro anos.

Já foram entrevistados Clodoaldo Barros do Partido da Mobilização Nacional (PMN), Rodolfo Aragão do Partido Socialismo e Liberdade (PSOL) e Fernando Aragão, do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB). Em todas as entrevistas foi oferecido o mesmo tempo aos pré-candidatos, com acréscimos apenas para Fernando Aragão e Edson Vieira, tendo em vista que os pré-candidatos a vice dos mesmos também se pronunciaram.

Dentre os assuntos abordados, Edson falou de atualidade e também relembrou pontos positivos e negativos de dua administração. Apesar das baixas, o gestor afirmou que fez muito daquilo que estava ao seu alcance, mesmo com a evidente crise econômica que afetou em cheio os cofres públicos de prefeituras espalhadas por todo o território nacional.

Ainda dentro do contexto da entrevista, o prefeito relatou a postura que tomou mediante a um grupo com nomes de grande representatividade no segmento político, dando sempre ênfase as parcerias que construiu, essas que segundo o mesmo o possibilitou montar novos eixos para a gestão e expandir o que foi proposto em cronograma ainda no início de seu mandato.

Edson também comentou momentos que certamente são lembrados pela sociedade local, como foi o caso do surto epidemiológico de doenças causadas pelo mosquito Aedes aegypti, neste sentido, o prefeito alegou que foi por muitas vezes injustiçado ao ver o seu governo sendo taxado de omisso perante aquela situação, mas que no fim o fato gerou aprendizados importantes.
Entrevista aconteceu na residência oficial do político, no Centro de Santa Cruz do Capibaribe
Inicialmente o entrevistado falou sobre o período eleitoral que já bate a porta, relatando o seu ponto de vista quanto ao pleito mediante as limitações impostas pelas Leis Eleitorais e pelo estreitamento dos orçamentos para campanhas comprometidos diante da retração econômica nacional.
"Essa eleição tem vários aspectos, um deles é a questão da crise que o país passa, a gente enfrenta uma dificuldade (econômica) grande no país", disse e prosseguiu, "isso influencia - claro e evidentemente nesse processo - o povo está desconfiado, o povo não está com aquele entusiasmo todo para ir para às eleições por conta dessa crise", – especificou.
Dentro do mesmo contexto, o gestor fala sobre os novos regimentos eleitorais:
"Foram mudadas também as regras do jogo, a eleição são 45 dias oficiais, criou-se agora uma pré-campanha, você fica até o dia 15 fazendo uma pré-campanha. Criou-se a instituição do 'pré-candidato' e isso ai também deixou todo mundo meio confuso", – comentou.
Tomando um debate de acontecimentos marcantes, sem fugir da proposta da entrevista, o prefeito aceitou falar sobre as dificuldades enfrentadas ao longo de quatro anos, sendo uma delas a crise epidemiológica que não apenas gerou um alto número de demanda nos atendimentos médicos, mas também vitimou alguns moradores do município causando a morte e sequelas.
"A crise de saúde que nós passamos na questão da Zika e Chikungunya, aquilo foi um dos grandes aprendizados da administração pública e que através daquilo que o povo viu que nossa gestão não se omite e que vai em busca de solucionar o caso. Acredito que fomos uma das primeiras cidades em Pernambuco que tivemos esse surto, e tenho convicção do que vou dizer; fui o primeiro prefeito a alertar o governador Paulo Câmara, fui o primeiro prefeito a fazer um seminário, aqui, no auditório da Secretaria de Educação, com secretário de Jataúba, de Brejo, de Taquaritinga, de Toritama, sobre esse surto.

Fiquei muito triste, mas passou. Fomos penalizados por algumas pessoas que incentivadas por outras e alguns órgãos da sociedade civil ou da imprensa, acharam que aquele problema era um problema apenas de Santa Cruz do Capibaribe, quando é uma coisa universal. Essa coisa da Dengue, Zika e Chikungunya não foi só em Santa Cruz, hoje ela é no país todo, mas enfrentamos", – lembra o político.
Ainda sobre a crise na saúde vivida nos meses de novembro de dezembro do ano passado, Edson abriu comentários sobre outra polêmica, o fato de não ter requisitado o Exército para atuar no município. Neste sentido, o prefeito afirmou que prezou pela questão econômica da cidade, temendo que a presença dos agentes no município gerasse repercussão negativa perante o direcionamento da economia nas mídias locais, regionais e até mesmo nacionais.
"Imagine só: Novembro de 2015 (tempo de feira boa aqui em Santa Cruz), o povo já sofrendo porque vinha de uma queda no comércio, ai chegar aqui em Santa Cruz o Exército entrando em nossa cidade, o que seria do empreendimento Moda Center e do Calçadão, o povo esperando vender para ter um final de ano bom e sair nas manchetes dos principais jornais, 'Santa Cruz do Capibaribe tem o Exército dentro da sua cidade para combater surto de Chikunguny, de Zika, de Dengue', isso iria afastar o cliente. Mas, eu tinha que tomar uma decisão, e tomei uma decisão de não ter o Exército e convoquei a sociedade civil organizada, o povo foi o nosso Exército", – lembrou o gestor.
No âmbito político propriamente dito, Edson falou sobre os membros importantes que conseguiu somar ao grupo e também sobre o polêmico 'inchaço' na ala que faz parte. Sem exitar, o prefeito ressaltou que vê como positivo o grande número de pessoas no partido, podendo desta forma contar com o apoio de um maior número de aliados em tempos mais adversos.
"As pessoas ficam dizendo: 'Tem muita gente, como é que vai ser isso?', a gente tem discernimento, as pessoas já me conhecem e sabem como eu ajo nisso, e todos aqueles que estiverem com um bom pensamento para ajudar Santa Cruz vai encontrar um parceiro (o prefeito) que está de portas abertas para receber para discutir a cidade",  enfatizou.
Ainda no quesito 'adesões', o prefeito Edson Vieira citou nomes como Dr. Nanau, José Elias Filho e Toinho do Pará como grandes conquistas para o partido, direcionado ainda a seguinte abordagem para com o ex-prefeito do grupo de oposição, hoje na situação, Toinho:
"A adesão de Toinho ao nosso grupo é histórica em Santa Cruz por dois motivos; primeiro eu disputei uma eleição com Toinho e perdemos (Eu e Dida) para Toinho e Zé Elias, tivemos vários embates e eu o sucedi na prefeitura, e essa sucessão nós implantamos um modelo de governo", falou e complementou, "Hoje eu tenho o apoio de Toinho, de Zé Elias, de Nanau; pessoas que eu disputei eleições contrárias e que estão apoiando o nosso projeto, o que é que significa isso?! Eles estão aprovando o nosso modelo de administrar, e eu como gestor, como político, eu só tenho que agradecer o apoio que eles estão dando e tenho certeza que Toinho viu isso - aderiu ao nosso grupo através de uma articulação do deputado Diogo, vai ser candidato a vereador e vai recomeçar dentro de um grupo que não faz jogo - dentro de um grupo que respeita as pessoas, que respeita as diferenças  que possam eventualmente existir, mas que acima de tudo, pensa na cidade", – finalizou.
Comentando a escolha de José Raimundo Ramos, ou simplesmente Dida de Nan para ser o seu vice, o prefeito santa-cruzense fez conotações positivas quanto ao escolhido e destacou, "Dida é um homem de grupo".
"Dida nunca deixou de ser um pré-candidato a prefeito, pelo seu histórico de fidelidade, lealdade e de amizade, homem de grupo, homem de posição firme e que tem história dentro do nosso conjunto. Dida representa neste momento a Câmara de Vereadores, e ao lado dele haviam outros bons nomes na Câmara", finalizou citando Afrânio Marques, Júnior Gomes, Narah Leandro e Luciano Bezerra, além de Joselito Pedro, mesmo que este não componha o quadro de parlamentares do Legislativo de Santa Cruz do Capibaribe.
Já no encerramento da entrevista Edson foi questionado sobre alguns dos nomes que iniciaram a caminhada de quatro anos com o mesmo, porém não terminaram, como foi o caso do vice-prefeito Dimas Dantas (PP) e do vereador Vânio Vieira, hoje no PTB.

Neste cenário de rompimento, Edson taxou ambas as figuras como 'traidores', referindo-se ao fato de ter esboçado engajamento nos projetos políticos dos mesmos, mas, sem retornos de confiabilidade ao longo da administração que encabeçava.

Edson encerrou falando sobre o potencial econômico de Santa Cruz do Capibaribe, como a cidade cresceu e cresce com o passar dos anos, fator esse que exigiria muito mais de um administrador público.
Pré-candidato a vice também falou ao blog
Em sua participação na entrevista, Dida de Nan falou sobre como foi ser convocado para assumir um espaço na chapa majoritária rumo às eleições de outubro, juntamente com Edson e, falou sobre Câmara, personalidade a atuação junto ao distrito de Poço Fundo.
"Entendi que era o meu momento naquela data que marcou muito para mim, fiquei feliz e sei da responsabilidade", disse Dida sobre a indicação a vaga de vice pela situação.
Citando as campanhas, Dida confessou que entende as dificuldades que rodeiam o pleito deste ano, porém se colocou em uma postura de confiança, especificando que acredita no projeto no qual está inserido.
Vereador recém filiado ao PSB disse que não apoiará companheiros de Câmara de forma individual, mas no geral
Sobre sua passagem pela Câmara Municipal durante os últimos três anos, e agora já quase no encerramento do mandato, Dida se disse com a sensação de dever cumprido, mesmo que para ele ainda existam situações em aberto que só outras situações o oportunizarão revê-las.
"Eu fico feliz por ter conseguido mostrar um bom trabalho através dos nossos secretários, do prefeito, todos acreditando, chegando junto e me ajudando. Isso foi importante e vou levar para o resto da minha vida", relembrou.
Encerrando suas falas, Dida comentou alguns subpontos que já haviam sido esclarecidos pelo prefeito, complementando que o grupo seguiria, tanto na Câmara como na Prefeitura, unido e com um objetivo traçado, que hoje é buscar uma reeleição confortável.

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