.

Entrevista II: Blog recebe pré-candidato a prefeito Rodolfo Aragão, do PSOL

"A oposição não tem moral política para falar da situação", disparou o pré-candidato
Fotos: Allison Oliveira
Dando continuidade a série de entrevistas com pré-candidatos a prefeito em Santa Cruz do Capibaribe, o Blog do Bruno Muniz recebeu esta semana em sua redação o pré-candidato pelo Partido Socialismo e Liberdade (PSOL), Rodolfo Aragão.

Rodolfo que assim como Clodoaldo Barros (PMN) estará ingressando na política falou um pouco sobre o seu plano de governo e também especificou detalhes que atualmente, para ele, gera grande descontentamento da população em relação a forma de se fazer política.

De acordo com Rodolfo, a política administrativa que se vivencia hoje não é a pública e em prol do povo, como deveria ser. O jovem foi bastante incisivo quanto as críticas, excepcionalmente direcionadas ao atual prefeito de Santa Cruz do Capibaribe, o tucano Edson Vieira.

No âmbito mais técnico Rodolfo explicou que já vê resultados no seu trabalho de bases, principalmente da ouvida da população, a exemplo o projeto "Fala Povo", um encontro realizado nas ruas que consiste basicamente em ouvir e abordar as demandas da população.

Não apenas para o pré-candidato, mas para os demais filiados ao PSOL no município, a campanha deverá ser baseada exatamente nesse ponto, diálogo, já que segundo o grupo não há verbas consideráveis para produção de uma campanha destinada às massas.

Abrindo a sessão de perguntas feitas pelo titular deste blog, Rodolfo fez colocações quanto ao sentimento dos demais pré-candidatos em relação ao desenvolvimento de seu trabalho nas ruas.
"A partir do momento que a gente começar a se expor mais, a aparecer mais nos debates, nós vamos conseguir um espaço maior. Eu tenho certeza que estamos incomodando os dois grupos, acredito que a partir das sabatinas, dos encontros que o pessoal está promovendo onde temos como exemplo o 'Fala Povo', tenho certeza que estamos aparecendo mais hoje", — ressaltou.
No decorrer dos questionamentos o pré-candidato do PSOL não escondeu as faltas de recursos de seu partido no município, colocando neste sentido que buscaria pelos debates e sabatinas como uma forma de expor suas ideias, já que para ele, competir com as campanhas milionárias dos grupos maiores será impossível e nem seria esse o objetivo da sigla.
"Eu não vejo como comícios, eu vejo como espetáculos. Na verdade, a política que se prega nesses dois grupos (Boca Petra e Taboquinha), o discurso é um, mas quando se vai para prática política, a questão é outra. A maioria dos maiores grupos políticos instigam essa questão do partidarismo, instigam a paixão e a gente sabe como funciona aqui as campanhas milionárias, distribuindo bebida alcoólica, trocando favores, etc. Isso a gente não tem como fazer porque não é a política da maneira que a gente propõe, não é essa política do 'toma-lá-dá-cá'. A política que a gente propõe é a política do novo, e o novo que eu digo não é questão de idade, quero dizer o novo nas práticas políticas", — defendeu.
No parâmetro administrativo Rodolfo alegou que existe dinheiro nos cofres públicos e que existe de sobra, porém para ele não há uma administração sensata, fator que resultaria em fracassos nos mais diversos segmentos da sociedade, bem como; Saúde Educação e respectivamente na qualidade de vida das pessoas.
"O grupo político que está na administração hoje não tem força política para exigir nada, isso está claro. Se tem um governador, um deputado estadual, um prefeito, dois ministros e não se fez nada até agora. Também existe a falta de vontade política, os dois grupos históricos de nossa cidade são manipulados por gente do Recife, o que se existe de fato é uma troca de favores", — criticou.
Blog recebeu em suas dependências o pré-candidato e seus assessores que também compõem o Diretório Municipal de PSOL na 'Capital da Moda'
Encerrando a entrevista, Rodolfo que é universitário e servidor do setor privado repudiou também a atual postura do grupo oposicionista, defendendo que até para ser oposição seria necessário portar-se de maneira diferente quanto ao grupo que está no poder.
"O oposição não tem o que falar, a oposição não tem moral política para falar da situação, porque a oposição detém das mesmas práticas, da troca de favores, dos financiamentos milionários, aluguéis absurdos. A oposição na minha maneira de ver está esfacelada", — concluiu.
Por fim o entrevistado expôs alguns pontos referentes ao desenvolvimento de plano de governo que, segundo ele, será elaborado pela própria população mediante a conversas.

Comentários pelo Facebook
0 Comentários pelo Blog

Ao escrever seu comentário, certifique-se que o mesmo não possui palavras ofensivas (palavrões), calúnia e difamação contra ninguém, pois, caso haja, ele poderá ser banido por nossos moderadores, desejando manter a ordem e respeito a usuários e terceiros citados nas publicações.

Cordialmente: Equipe Blog do Bruno Muniz (Para mais informações consulte as nossas Políticas de Uso).