Entre os grupos que anunciaram novos investimentos está a Chery International, que confirmou a chegada da iCAUR ao Brasil. A marca deve iniciar as vendas no país em 2027, mesmo período previsto para a estreia da Lepas. Já em 2028, estão previstas as operações das marcas de luxo Luxeed e Freelander, que serão comercializadas sob a bandeira Exeed.
A iCAUR terá como um dos primeiros modelos no mercado brasileiro o V27, um SUV com propulsão elétrica e tecnologia que utiliza um motor a combustão exclusivamente para recarregar as baterias. A marca também confirmou o V23, totalmente elétrico, além dos SUVs V25 e V29.
A Lepas, por sua vez, terá uma proposta voltada para SUVs de visual mais tradicional. Já a Exeed deverá concentrar veículos de maior valor agregado e posicionados no segmento premium.
A Chery International também trabalha com planos de ampliar sua estrutura no país. A empresa projeta superar 150 lojas e alcançar vendas superiores a 10 mil veículos por mês em 2026. Para 2031, a expectativa anunciada é ultrapassar mil lojas e 500 mil carros vendidos em um único ano.
Além da Chery, outras fabricantes chinesas também planejam ampliar sua presença no Brasil. A Dongfeng confirmou a chegada ao mercado brasileiro utilizando a sigla DFM e já possui dezenas de lojas aprovadas, com planos de atuação em 21 estados e no Distrito Federal.
Outra marca prevista é a IM, divisão de veículos de luxo ligada à MG. A fabricante também avalia o crescimento da operação brasileira e não descarta a possibilidade de instalar uma linha de produção no país.
A movimentação ocorre em meio ao chamado “efeito China”, caracterizado pelo avanço das fabricantes chinesas e pelo aumento da concorrência no mercado automotivo nacional.
Um estudo da Bright Consulting aponta que o preço médio dos carros novos no Brasil apresentou, em 2026, a primeira queda real em seis anos. O valor médio sugerido pelas montadoras chegou a R$ 166,9 mil, com alta nominal de 1,4%, abaixo da inflação acumulada de 3,18% no período analisado.
No preço efetivamente negociado nas concessionárias, a redução foi ainda maior. Segundo o levantamento, o valor médio de transação caiu 3,5%, passando de R$ 157,6 mil para R$ 152,1 mil.
Especialistas apontam que o aumento da concorrência, impulsionado pela entrada de novas marcas chinesas, contribuiu para ampliar a margem de negociação e pressionar fabricantes tradicionais a reverem preços e margens.
Apesar disso, os juros elevados do financiamento e a renda ainda limitada de parte dos consumidores continuam sendo obstáculos para a aquisição de veículos novos no Brasil.
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