Durante entrevista coletiva, o delegado informou que as investigações apontam que as graves lesões encontradas na região anal e intestinal da criança ocorreram em um contexto de extrema violência e foram utilizadas como instrumento de tortura.
"O que a gente entendeu é que essas lacerações no ânus e no intestino fazem parte desse contexto de forte agressão. Então, foi um instrumento de meio de tortura", declarou Eduardo Menezes.
O delegado ressaltou que a hipótese de violência sexual ainda não foi totalmente descartada e explicou que a tipificação dos crimes poderá ser alterada caso novas perícias apontem outros elementos.
"Se no laudo cadavérico houvesse apenas as lesões anais e intestinais, nós estaríamos diante de um crime de est*pro seguido de morte. Como há, somado a essas lesões, lesões na cabeça e hemorragia interna, a gente afastou inicialmente a ocorrência de uma relação sexual", afirmou.
Segundo relatos, Gustavo já demonstrava medo do próprio pai e dizia que era agredido. A mãe da criança também havia denunciado ameaças anteriormente, e o histórico de violência já era conhecido.
A morte do menino reacende o debate sobre a importância da apuração rigorosa de denúncias de maus-tratos e violência contra crianças, reforçando a necessidade de atuação rápida das autoridades para evitar que casos semelhantes terminem em tragédia.
Postar um comentário
Comentários ofensivos, preconceituosos e descriminatórios podem ser removidos pelos nossos administradores.