Duas adolescentes de 14 anos denunciam est*pros coletivos dentro de escola municipal em Pernambuco

 


Duas adolescentes de 14 anos denunciaram ter sido vítimas de est*pro coletivo dentro de uma escola municipal de tempo integral, localizada no bairro de Charnequinha, no Cabo de Santo Agostinho, no Grande Recife. Um dos casos teria ocorrido na última segunda-feira (3) e é investigado pela Polícia Civil de Pernambuco.

Por envolver menores de idade, o caso segue sob sigilo. A Polícia Civil informou que não pode divulgar detalhes da investigação para preservar a identidade e a integridade das vítimas.

Segundo informações repassadas pela defesa de uma das adolescentes, o episódio teria ocorrido durante o intervalo. A jovem teria retornado à sala de aula, onde teria sido abordada por outros estudantes. Conforme o relato apresentado pela defesa, o ambiente estava com pouca iluminação e os suspeitos teriam impedido a saída da adolescente durante a ação.

Ainda segundo a advogada responsável pelo caso, após o ocorrido, a adolescente procurou a direção da escola. A defesa afirma que a jovem teria sido orientada a não comentar o episódio naquele momento.

Após a denúncia, outra estudante relatou ter passado por uma situação semelhante cerca de um mês antes. As duas adolescentes solicitaram transferência da unidade de ensino. Os alunos apontados como suspeitos foram suspensos.

Prefeitura diz que adotou medidas

Em nota, a Secretaria Municipal de Educação do Cabo de Santo Agostinho informou que adotou as medidas necessárias assim que tomou conhecimento da denúncia, com o objetivo de garantir a proteção das estudantes e a apuração dos fatos.

A pasta afirmou que as adolescentes estão recebendo acompanhamento e que foi instaurado um procedimento administrativo para investigar a situação, em articulação com o Ministério Público, o Conselho Tutelar e demais órgãos responsáveis.

A Secretaria também declarou que não houve omissão por parte da gestão escolar ou do órgão municipal e reforçou que o caso está sendo tratado sob sigilo, em respeito aos direitos das vítimas e às determinações previstas no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A investigação deverá apurar as circunstâncias dos relatos e a eventual responsabilidade dos envolvidos.

Deixe seu comentário

Comentários ofensivos, preconceituosos e descriminatórios podem ser removidos pelos nossos administradores.

Postagem Anterior Próxima Postagem