A Justiça de São Paulo rejeitou o pedido da Igreja da Lagoinha para que fosse reconhecida a imunidade tributária sobre a bilheteria do festival gospel Vira Brasil 2025, realizado no Réveillon no estádio do Palmeiras, em São Paulo.
Transmitido pelo SBT, o evento reuniu cerca de 35 mil pessoas e contou com 15 atrações, entre elas Eli Soares, Ana Nóbrega e Tiffany Hudson. Para a realização do festival, a Igreja da Lagoinha alugou o estádio por R$ 1,456 milhão.
Na ação contra a Prefeitura de São Paulo, a instituição contestou a cobrança de R$ 254,4 mil em ISS (Imposto Sobre Serviços). A igreja argumentou que o evento teve caráter exclusivamente religioso e se enquadraria na imunidade tributária prevista pela Constituição para entidades religiosas em atividades relacionadas às suas finalidades essenciais.
Segundo a Lagoinha, o Vira Brasil 2025 foi um culto religioso de larga escala, com louvores, ensinamentos e orações, realizado em um ambiente considerado religioso e familiar. A instituição afirmou ainda que o evento buscou incentivar espiritualmente os fiéis, além de divulgar, celebrar e fomentar a doutrina cristã.
A realização do festival também havia gerado repercussão em razão dos valores dos ingressos. Na ocasião, entradas para o setor VIP chegaram a custar R$ 3.850.
A Igreja da Lagoinha ainda pode recorrer da decisão judicial.
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