O procedimento foi instaurado pelo promotor de Justiça Maurício Schibuola de Carvalho após representação apresentada pelo vereador Carlos Maurício Guerra Leal. Conforme o MPPE, as denúncias apontam possíveis atos de improbidade administrativa envolvendo contratações de serviços, utilização de recursos públicos e a prestação de informações ao Poder Legislativo.
De acordo com a portaria de instauração do inquérito, o prefeito informou, em resposta a questionamentos encaminhados pelos vereadores, que o patrocínio da empresa BETesporte teria se limitado à instalação de um pórtico durante o evento. No entanto, o Ministério Público afirma ter obtido uma mídia na qual Chaparral teria declarado publicamente que recebeu R$ 10 mil da casa de apostas e outros R$ 20 mil de uma empresa identificada como "Caranguejo".
Segundo a promotoria, não há comprovação de que esses valores tenham ingressado oficialmente nos cofres públicos, circunstância que também será objeto da investigação.
Além disso, o MPPE apura a possibilidade de fracionamento de despesas, hipótese que, caso confirmada, pode configurar burla à Lei de Licitações. A representação aponta que a empresa F L da Silva Neto Ltda. concentrou diversas contratações relacionadas à estrutura da festa, incluindo palco, sistema de som, painéis de LED, iluminação e segurança, somando R$ 93.712,37.
O inquérito também analisará as contratações, por inexigibilidade de licitação, da dupla Iguinho e Lulinha, pelo valor de R$ 350 mil, e do padre Alessandro Campos, contratado por R$ 300 mil, para verificar se os procedimentos observaram os requisitos legais.
A investigação segue em andamento e, até o momento, não há conclusão do Ministério Público sobre eventual responsabilidade dos investigados.
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