| Foto: Divulgação/Prefeitura de Santa Cruz do Capibaribe |
A Sulanca passou a ser oficialmente reconhecida como Patrimônio Material, Imaterial, Cultural e Histórico de Santa Cruz do Capibaribe. O reconhecimento ocorreu após a aprovação do Projeto de Lei nº 63/2026 pela Câmara de Vereadores e a posterior sanção da Lei Municipal nº 4.205/2026 pelo prefeito Helinho Aragão.
A proposta foi debatida ao longo dos últimos anos com a participação de representantes da sociedade civil, agentes culturais, pesquisadores, historiadores e integrantes de movimentos ligados à preservação da memória local. O objetivo é garantir a valorização e a preservação de uma atividade que se tornou símbolo da identidade econômica, social e cultural do município.
Além do reconhecimento patrimonial, a legislação institui o dia 20 de setembro como o Dia Municipal da Sulanca. A data foi escolhida em homenagem ao nascimento de Dona Petinha, considerada uma das pioneiras da atividade e uma das mulheres que contribuíram para a consolidação do segmento no município.
Durante a sessão que aprovou o projeto, representantes da sociedade civil utilizaram a tribuna para destacar a importância da Sulanca para a formação da identidade santa-cruzense. Entre os participantes estavam Agda Moura, Mayara Bezerra e Jorge Feitosa, que ressaltaram o papel histórico da atividade no desenvolvimento da cidade.
Segundo a justificativa do projeto, a Sulanca representa muito mais do que uma atividade econômica. O texto destaca que ela simboliza a capacidade de adaptação, o empreendedorismo e a resistência da população local, além de preservar memórias e tradições construídas ao longo de décadas.
A iniciativa também busca fortalecer ações futuras voltadas ao reconhecimento da Sulanca em outras esferas, ampliando sua valorização como patrimônio de relevância para Pernambuco e para o Brasil.
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