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Governo brasileiro atendeu pedido do presidente boliviano Rodrigo Paz diante da crise enfrentada no país vizinho
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva determinou, nesta segunda-feira (25), o envio de ajuda humanitária à Bolívia, país que enfrenta uma onda de protestos e bloqueios de estradas nas últimas semanas.
Segundo informações divulgadas pelo Palácio do Planalto, a medida foi tomada após um pedido feito pelo presidente boliviano Rodrigo Paz, durante conversa telefônica entre os dois chefes de Estado.
De acordo com a nota oficial, os presidentes discutiram a situação humanitária provocada pelos protestos e pelos bloqueios em rodovias, que vêm causando desabastecimento em diversas regiões da Bolívia.
Lula defende diálogo e respeito às instituições
Ainda conforme o comunicado, Lula ressaltou a importância do respeito às instituições democráticas e ao Estado de Direito.
“Nesse contexto, defendeu que governo e movimentos sociais evitem o recurso à violência e privilegiem o diálogo como caminho para a superação das divergências e para a preservação da paz social”, destacou a nota divulgada pelo governo brasileiro.
Entenda a crise na Bolívia
A Bolívia enfrenta uma série de manifestações populares que se intensificaram ao longo das últimas semanas, reunindo camponeses, indígenas, mineiros, professores e outros setores sociais.
Os protestos começaram após decisões adotadas pelo novo governo boliviano, que assumiu o poder em dezembro de 2025, encerrando quase duas décadas de hegemonia da esquerda no país.
Entre as medidas que provocaram maior reação popular esteve um decreto que retirava subsídios à gasolina.
A crise se agravou após a promulgação de uma lei sobre terras, criticada por movimentos camponeses e indígenas, que acusam o governo de favorecer grandes empresários do agronegócio em detrimento de pequenos agricultores.
O governo boliviano, por outro lado, afirma que a proposta buscava fortalecer a agricultura em meio à grave crise econômica enfrentada pelo país.
Diante da pressão popular, o presidente Rodrigo Paz revogou a legislação na semana passada. Apesar disso, os protestos continuaram e ganharam novas adesões em diferentes regiões da Bolívia.
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