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Resultado é o pior para um primeiro bimestre desde 2002 e já se aproxima do rombo registrado em todo o ano passado
As estatais federais registraram déficit de R$ 4,16 bilhões nos dois primeiros meses de 2026, conforme dados divulgados pelo Banco Central. O resultado é o pior para um primeiro bimestre desde o início da série histórica, em 2002.
O montante negativo já se aproxima do déficit acumulado ao longo de todo o ano de 2025, que foi de R$ 5,1 bilhões, evidenciando uma deterioração nas contas dessas empresas logo no início do ano.
Entre os principais fatores que explicam o resultado está a crise enfrentada pelos Correios. A estatal acumulou prejuízo de R$ 6 bilhões até setembro de 2025, com projeção de encerrar o ano com perdas de R$ 9,1 bilhões. Para enfrentar a situação, a empresa contratou um empréstimo de R$ 12 bilhões e ainda deve necessitar de mais R$ 8 bilhões ao longo de 2026.
O levantamento do Banco Central não considera gigantes como Petrobras, Eletrobras e os bancos públicos. No grupo analisado estão empresas como Correios, Infraero, Casa da Moeda, Serpro e Dataprev.
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