Chocolate acumula alta de 24,9% e encarece ovos de Páscoa em 2026

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Inflação elevada é reflexo de crise global do cacau, iniciada ainda em 2022

O preço do chocolate acumula alta de 24,9% nos últimos 12 meses, segundo dados do IPCA-15, impactando diretamente o bolso do consumidor na compra dos tradicionais ovos de Páscoa.

A elevação está relacionada a uma crise global na produção de cacau, iniciada em 2022. Problemas climáticos na África Ocidental, aliados à incidência de fungos em plantações na Costa do Marfim e em Gana, comprometeram a oferta mundial da matéria-prima.

Apesar de uma recente queda no preço internacional do cacau — que recuou de um recorde de US$ 12,5 mil por tonelada em dezembro de 2024 para cerca de US$ 2,5 mil em março deste ano —, o valor do chocolate ainda não acompanhou essa redução na mesma proporção. Isso ocorre porque a cadeia produtiva dos ovos de Páscoa adquire a matéria-prima com antecedência, geralmente a partir de agosto do ano anterior.

Diante do cenário, a tendência é de adaptação por parte dos consumidores, com a substituição por ovos menores ou por alternativas como barras e bombons.

Mesmo com os preços elevados, o setor mantém expectativa positiva. A produção de ovos de Páscoa subiu de 45 milhões para 46 milhões de unidades em 2026. Além disso, a projeção para a safra 2025/2026 indica um superávit de 200 mil toneladas de cacau, o que pode contribuir para a normalização dos preços nos próximos meses.

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