"Vão tocar no inferno"; Prefeito de Belo Jardim critica altos cachês dos artistas no São João

Foto: Divulgação/Redes Sociais

 O prefeito de Belo Jardim, Gilvandro Estrela, criticou nesta terça-feira (17) o pagamento de altos cachês a artistas em eventos promovidos por prefeituras. Durante discurso, ele citou valores recebidos por nomes como Wesley Safadão e Gusttavo Lima, destacando que, em seu município, não seriam contratados por cifras elevadas.

“Não vou deixar o povo passar necessidade para pagar R$ 1 milhão para uma banda”, declarou o gestor.

A fala ocorreu durante a posse de Pedro Freitas como presidente da Associação Municipalista de Pernambuco, em meio a discussões entre prefeitos sobre os custos das contratações artísticas.

No encontro, gestores municipais aprovaram a criação de um teto de R$ 350 mil para cachês pagos em eventos públicos. A definição foi baseada em uma pesquisa realizada pela Amupe, que contou com a participação de 81% dos municípios pernambucanos. Entre as 149 cidades, 96% dos prefeitos defenderam a padronização dos valores.

As sugestões apresentadas variaram entre R$ 300 mil e R$ 400 mil, sendo o limite de R$ 350 mil adotado como um ponto de equilíbrio.

A medida também resulta de diálogo com órgãos de controle, como o Tribunal de Contas de Pernambuco e o Ministério Público de Pernambuco, que acompanham os gastos públicos com eventos. O objetivo é reforçar a responsabilidade fiscal nas contratações.

Segundo Pedro Freitas, a recomendação não retira a autonomia dos municípios. Ele afirmou que o teto funciona como orientação, considerando a realidade financeira de cada cidade, e pode prever exceções dentro de um conjunto de ações voltadas ao equilíbrio dos gastos públicos.

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