Erika Hilton aciona Ministério Público após declarações de Ratinho sobre presidência de comissão na Câmara

Foto: Divulgação/Redes Sociais

Deputada pede abertura de investigações por considerar falas transfóbicas feitas durante programa exibido no SBT

A deputada federal Erika Hilton acionou o Ministério Público Federal na manhã desta quinta-feira (12) para investigar declarações do apresentador Carlos Massa feitas durante o Programa do Ratinho, exibido na noite da última quarta-feira (11), no Sistema Brasileiro de Televisão. A parlamentar considera as falas transfóbicas e solicitou a abertura de um inquérito civil.

Além disso, Erika Hilton também apresentou representação ao Ministério Público do Estado de São Paulo pedindo a abertura de inquérito policial contra o apresentador. No documento, a deputada solicita que o caso seja investigado pelo Grupo Especial de Combate aos Crimes Raciais e de Intolerância.

A denúncia foi protocolada um dia após a parlamentar ser eleita presidente da Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher da Câmara dos Deputados. Erika Hilton recebeu 11 votos favoráveis no segundo turno e alcançou a maioria simples necessária para assumir o comando do colegiado.

Durante o programa, Ratinho comentou a eleição da deputada e questionou o fato de a comissão ser presidida por uma mulher trans. Em um dos trechos, o apresentador afirmou que “ela não é mulher, ela é trans”. Ele também declarou que, na opinião dele, o cargo deveria ser ocupado por uma mulher cisgênero e acrescentou que, para ser mulher, seria necessário ter útero e menstruar.

Na representação apresentada ao Ministério Público, Erika Hilton argumenta que as declarações negam sua identidade de gênero e reforçam discursos discriminatórios contra mulheres trans e travestis. Segundo o documento, a transmissão em rede nacional ampliou o alcance e o impacto das falas.

A deputada também solicita que o caso resulte em ação civil pública com indenização de R$ 10 milhões por danos morais coletivos, além da veiculação de uma retratação pública por parte do apresentador e da emissora. De acordo com o pedido, o valor solicitado seria destinado ao Fundo de Defesa dos Direitos Difusos.

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