
Foto: Divulgação/Redes Sociais
Acusação foi formalizada após decisão judicial que absolveu réu em caso de estupro; magistrado ainda não se pronunciou
O caso que ganhou ampla repercussão em Minas Gerais registrou novo desdobramento nesta semana. Saulo Láuar, de 42 anos, formalizou denúncia junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ) contra o primo, o desembargador Magid Nauef Láuar.
Na representação, Saulo relata uma suposta tentativa de abuso ocorrida quando ele tinha 14 anos. De acordo com o denunciante, o episódio teria ocorrido na adolescência e, logo após o fato, ele teria recebido uma ligação do magistrado pedindo que o ocorrido não fosse revelado a terceiros.
Segundo o relato apresentado, o desembargador teria classificado o episódio, à época, como “uma brincadeira” motivada por “momento de estresse”.
Repercussão após decisão judicial
A denúncia foi protocolada após o magistrado ganhar notoriedade nacional ao participar de decisão que absolveu um homem de 35 anos acusado de estupro contra uma menina de 12 anos. Conforme Saulo, a atuação do primo nesse julgamento teria funcionado como um gatilho emocional, levando-o a reviver o trauma e a decidir tornar pública a acusação.
Nas redes sociais, Saulo citou o psicanalista Jacques Lacan ao comentar o caso: “Aquilo que o sujeito não pode falar, ele grita por todos os poros do seu ser”. Ele afirmou ainda que sua iniciativa busca proteger o coletivo e evitar que outras situações semelhantes permaneçam silenciadas.
Tramitação
Até o momento, o desembargador Magid Nauef Láuar não se manifestou publicamente sobre as acusações. O caso passa a tramitar no âmbito do Conselho Nacional de Justiça, órgão responsável pelo controle da atuação administrativa e disciplinar do Poder Judiciário.
A situação segue repercutindo e provocando debates acerca de responsabilidade institucional, proteção de vítimas e mecanismos de fiscalização do sistema de Justiça.
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