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| Foto: Divulgação/Redes Sociais |
Após a ofensiva, o governo paquistanês classificou o cenário como “guerra aberta”, elevando o grau de tensão em uma região historicamente instável e que envolve um Estado dotado de armas nucleares. O Paquistão é uma potência nuclear e detém capacidade militar amplamente superior à do Afeganistão.
Segundo informações divulgadas pela agência de notícias Reuters, ambos os lados relataram baixas expressivas, embora os números apresentados sejam divergentes e não tenham sido verificados de forma independente.
Os ataques atingiram especialmente Cabul e Kandahar, esta última considerada reduto estratégico do Talibã, onde se concentram lideranças do movimento. A ação representa uma ruptura drástica entre os dois países, que compartilham laços históricos, religiosos e fronteiriços.
A deterioração das relações decorre, sobretudo, de uma antiga disputa envolvendo acusações do Paquistão de que o Afeganistão abriga militantes responsáveis por atentados em território paquistanês. O Talibã nega as alegações e sustenta que a segurança interna do Paquistão constitui uma questão doméstica.
Embora o Afeganistão não possua capacidade militar convencional comparável à paquistanesa, o Talibã é reconhecido por sua experiência em guerra de guerrilha, consolidada ao longo de décadas de conflito, inclusive durante os confrontos contra forças lideradas pelos Estados Unidos, antes de reassumir o poder em 2021.
O desdobramento do confronto poderá impactar não apenas a estabilidade regional, mas também a dinâmica de segurança no sul da Ásia.

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