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| Foto: Divulgação/Agência Brasil |
A Polícia Civil informou que tentou cumprir o mandado de prisão na residência do artista, mas ele não estava no local. Até o momento, Oruam segue sem ser encontrado.
O rapper é réu em uma ação penal que apura tentativa de homicídio qualificado. Ele estava em liberdade mediante o uso de tornozeleira eletrônica, por força de uma liminar concedida anteriormente pelo Superior Tribunal de Justiça (STJ). No entanto, a própria Corte revogou a decisão após relatórios da Coordenação de Monitoração Eletrônica da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap) apontarem reiterados descumprimentos das determinações judiciais.
Conforme os autos, Oruam deixou de cumprir o recolhimento domiciliar noturno em diversas ocasiões e apresentou um padrão recorrente de negligência com o equipamento de monitoramento eletrônico. Entre outubro e novembro de 2025, foram registrados 22 incidentes, incluindo longos períodos em que a tornozeleira permaneceu desligada.
Em nota, a Seap informou que o monitorado utiliza tornozeleira eletrônica desde 30 de setembro do ano passado e que, desde 1º de novembro, passou a acumular sucessivas violações, totalizando 66 ocorrências, sendo 21 consideradas graves apenas em 2026, em sua maioria relacionadas à falta de carregamento da bateria.
Ainda segundo a Secretaria, as violações foram comunicadas formalmente ao Poder Judiciário por meio de relatórios mensais enviados à 3ª Vara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro. Após a troca do equipamento, o novo dispositivo também apresentou falhas por ausência de carregamento e, desde 1º de fevereiro deste ano, permanece descarregado.
Diante dos descumprimentos, o Ministério Público solicitou a prisão preventiva do acusado. Embora o juízo tenha reconhecido inicialmente as infrações, deixou de decretar a prisão naquele momento em razão da vigência da liminar do STJ.
Com a revogação da decisão, a juíza Tula Corrêa de Mello entendeu que as medidas cautelares alternativas se mostraram insuficientes, determinando a retomada da prisão preventiva para garantir a ordem pública e a efetividade do processo penal.
Segundo a denúncia, durante uma operação da Polícia Civil realizada em 22 de julho de 2025 na residência de Oruam, para cumprimento de mandado de busca e apreensão de um menor suspeito de atos análogos ao tráfico de drogas e crimes patrimoniais, o rapper e outras sete pessoas teriam arremessado pedras de grande peso e volume contra os agentes.
O cantor é filho do traficante Márcio dos Santos Nepomuceno, conhecido como Marcinho VP, que cumpre pena em uma penitenciária federal.

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