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| Foto: Divulgação |
De acordo com informações apuradas pela imprensa, a jovem é filha de um casal de amigos do ministro. No dia 9 de janeiro, todos estariam na praia quando, em determinado momento, a jovem entrou no mar. O ministro também estaria na água e, segundo o relato da vítima, teria tentado agarrá-la por três vezes. A jovem afirmou que conseguiu se desvencilhar, saiu do mar em estado de desespero e relatou o ocorrido aos pais.
Após o episódio, a família deixou o local e seguiu para São Paulo, onde registrou boletim de ocorrência em uma delegacia de polícia. Em razão do foro por prerrogativa de função do magistrado, os denunciantes foram orientados a levar o caso às instâncias superiores.
Nesta terça-feira (3), os pais da jovem e representantes legais estiveram com um juiz auxiliar do ministro Edson Fachin. Em seguida, a denúncia passou a ser formalizada no Conselho Nacional de Justiça (CNJ).
O advogado da vítima e de sua família, Daniel Leon Bialski, afirmou que, neste momento, a prioridade é preservar a jovem e seus familiares. Segundo ele, a defesa aguarda rigor na apuração dos fatos e o desfecho do caso nos órgãos competentes.
Por meio de nota, o CNJ informou que o procedimento tramita na Corregedoria Nacional de Justiça em sigilo, conforme determina a legislação brasileira. O órgão ressaltou que a medida visa preservar a intimidade e a integridade da vítima, além de evitar exposição indevida e revitimização, e confirmou que depoimentos já foram colhidos no âmbito do processo.
Em nota oficial, o ministro Marco Buzzi declarou que foi surpreendido com o conteúdo das acusações divulgadas e afirmou que elas não correspondem aos fatos. O magistrado também disse repudiar qualquer insinuação de que tenha cometido ato impróprio.
O caso segue sob apuração pelos órgãos competentes.

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